
A edição de janeiro da Revista Pensar Agro traz à tona um dos temas mais controversos do agronegócio do Brasil: o fim da Moratória da Soja. Este assunto é central do debate e analisado por seus efeitos econômicos, jurídicos e produtivos, transcendendo a questão ambiental e afetando os mercados e a segurança jurídica no campo.
A Moratória da Soja, estabelecida em 2006 por grandes tradings e organizações da sociedade civil, visava limitar a compra de soja cultivada em áreas desmatadas da Amazônia Legal, após aquele ano. Este acordo se transformou em um conjunto de regras privadas impostas ao mercado, independentemente do cumprimento das leis ambientais brasileiras pelos produtores rurais.
A análise da Revista Pensar Agro revela que, mesmo cumprindo totalmente o Código Florestal, muitos produtores da Amazônia Legal foram excluídos do mercado formal de soja. Isso ocorreu através de medidas como a manutenção de áreas de reserva legal, obtenção de licenças ambientais válidas e regulando sua inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Consequentemente, tal exclusão comercial resultou em inviabilidade econômica para algumas regiões, ampliando a insatisfação dos agricultores e agravando as distorções competitivas existentes. Com a pressão do debate, a moratória passou a ser contestada sob a perspectiva do direito econômico.
Discussões sobre a possível configuração de um cartel disfarçado de pacto ambiental foram abordadas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), embora não se tenha chegado a condenações definitivas por infrações à ordem econômica. O Supremo Tribunal Federal considerou a moratória uma norma privada ambiental, que não tem poder para superar a legislação nacional.
A edição também apresenta análises de colunistas que investigam as ramificações deste novo horizonte para o agronegócio, abordando riscos, oportunidades e os desafios regulatórios enfrentados por produtores, indústrias e exportadores. Mantendo um tom crítico e analítico, a revista oferece uma visão abrangente sobre as transformações em curso no setor.
Publicado em português e inglês, a Revista Pensar Agro amplia o escopo do debate para além das fronteiras nacionais. A edição de janeiro já alcançou mais de 12,2 mil acessos e pode ser lida em 53 países, evidenciando o crescente interesse internacional nos rumos do agronegócio brasileiro e nas questões de produção, mercado e governança.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.