
São Paulo, 27 de Setembro – O mercado cambial começou a terça-feira com o dólar próximo da estabilidade em relação ao real. Este movimento ocorre após a divulgação dos dados de inflação através do IPCA-15 pelo IBGE.
No cenário internacional, a moeda norte-americana estava em baixa em relação a diversas outras divisas importantes, refletindo a dinâmica econômica global.
Ao redor das 9h17, o dólar à vista apresentava uma leve queda de 0,15%, registrando o valor de venda a R$ 5,2731. Vale ressaltar que, no fechamento da segunda-feira, o dólar teve um leve recuo de 0,14%, quedando-se a R$ 5,2800.
Esses movimentos cambiais são observados com especial atenção por investidores, que avaliam o impacto das informações macroeconômicas tanto locais quanto internacionais em suas estratégias de mercado. As flutuações no câmbio refletem as expectativas de investidores quanto à economia brasileira, assim como percepção das políticas econômicas dos Estados Unidos.
Os investidores também mantêm um olhar atento sobre o desempenho dos principais pares da moeda norte-americana e a política monetária global como influências determinantes para a cotação.
O comportamento do dólar frente a moedas regionais e outros fatores relevantes para o câmbio segue como um termômetro importante do mercado, auxiliando na definição de decisões financeiras e econômicas.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.