
São Paulo, 27 de Setembro – O mercado cambial começou a terça-feira com o dólar próximo da estabilidade em relação ao real. Este movimento ocorre após a divulgação dos dados de inflação através do IPCA-15 pelo IBGE.
No cenário internacional, a moeda norte-americana estava em baixa em relação a diversas outras divisas importantes, refletindo a dinâmica econômica global.
Ao redor das 9h17, o dólar à vista apresentava uma leve queda de 0,15%, registrando o valor de venda a R$ 5,2731. Vale ressaltar que, no fechamento da segunda-feira, o dólar teve um leve recuo de 0,14%, quedando-se a R$ 5,2800.
Esses movimentos cambiais são observados com especial atenção por investidores, que avaliam o impacto das informações macroeconômicas tanto locais quanto internacionais em suas estratégias de mercado. As flutuações no câmbio refletem as expectativas de investidores quanto à economia brasileira, assim como percepção das políticas econômicas dos Estados Unidos.
Os investidores também mantêm um olhar atento sobre o desempenho dos principais pares da moeda norte-americana e a política monetária global como influências determinantes para a cotação.
O comportamento do dólar frente a moedas regionais e outros fatores relevantes para o câmbio segue como um termômetro importante do mercado, auxiliando na definição de decisões financeiras e econômicas.

Em 2025, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que antecipa o PIB, cresceu 2,45% em relação a 2024, conforme divulgado pelo Banco Central. O setor agropecuário foi o principal motor desse crescimento, com alta de 13,05%, enquanto indústria e serviços também cresceram, mas em ritmo mais moderado. Em dezembro, o índice recuou 0,18% em relação a novembro, abaixo das projeções do mercado. Apesar disso, o trimestre móvel até dezembro registrou alta de 0,4%. Analistas preveem que a atividade moderada pode influenciar a política de juros, com potencial para cortes, enquanto o ambiente global desafia a indústria, impactando empresas e o Ibovespa. O crescimento geral é positivo, mas desaceleração é esperada em 2026.

A Região Sul do Brasil concentra 85% da produção nacional de trigo, com o Rio Grande do Sul e o Paraná sendo os principais produtores. O mercado interno de trigo está focado em grãos de alta qualidade, levando a importações significativas para equilibrar a demanda. O Brasil deve importar cerca de 7,3 milhões de toneladas no ciclo 2025/26. Globalmente, o USDA projeta uma safra recorde de trigo, com a Argentina aumentando sua oferta exportável. No cenário econômico, o Banco Central do Brasil mantém a estabilidade cambial, ajudando a controlar a inflação e influenciar custos de produção.

O mercado de soja no Brasil enfrenta desafios climáticos e logísticos significativos, com impacto nas cotações e na rentabilidade dos produtores em diversas regiões. No Rio Grande do Sul, chuvas recentes aliviaram parcialmente as lavouras, mas ainda há cortes na produtividade. Santa Catarina é impulsionada pela demanda da indústria de carnes, e o Paraná tem avanço na colheita, com pressão logística no Porto de Paranaguá. Os estados do Centro-Oeste enfrentam desafios de armazenagem, afetando preços e competitividade. Internacionalmente, o mercado está cauteloso devido às perspectivas do USDA nos EUA. No Brasil, a taxa Selic alta influencia o crédito agrícola, enquanto a inflação controlada traz estabilidade ao câmbio, mas limita investimentos necessários para escoamento da safra.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.