
Recentes análises indicam que as chuvas concentraram-se em pequenas áreas do Brasil nos últimos dias, gerando impactos diferenciados nas lavouras do país. Dados da EarthDaily Analytics, uma empresa global de monitoramento agrícola por satélite, destacam que enquanto regiões do Centro-Norte mantiveram ou elevaram a umidade do solo, o Centro-Sul sofreu perda hídrica significativa.
A análise revela que a maior parte da zona produtora de soja experimentou volumes de chuva abaixo da média recentemente. Entretanto, em locais como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e o Matopiba, a umidade do solo aumentou. Isso é considerado positivo para as lavouras, especialmente durante as fases de crescimento vegetativo e enchimento de grãos.
No Centro-Sul, incluindo Mato Grosso do Sul, São Paulo e os estados do Sul, houve uma diminuição na umidade do solo. Embora os níveis ainda fossem considerados satisfatórios na semana anterior, essa queda pode prejudicar o potencial produtivo, conforme aponta Felippe Reis, analista de culturas da EarthDaily.
Modelos meteorológicos sugerem que as chuvas acima da média devem ocorrer em uma faixa restrita do território nacional. O ECMWF (Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo) e o GFS (Sistema Global de Previsão dos EUA) preveem precipitações mais elevadas em áreas de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, e também partes do Maranhão.
Em Goiás, as condições das lavouras são positivas com previsão de chuvas favoráveis. Já em Mato Grosso do Sul, a seca recente ainda não causou impactos significativos. No Rio Grande do Sul, o vigor das lavouras continua superior aos últimos cinco anos, mantendo expectativas de uma boa produção de verão.

O mercado global de agroquímicos deverá atingir US$ 243,7 bilhões em 2024, com um crescimento médio anual de 4,9% até 2033, alcançando US$ 375,5 bilhões. Este crescimento é impulsionado pela intensificação agrícola, avanços tecnológicos e adoção de fertilizantes e pesticidas eficientes. Diante da crescente preocupação com a segurança alimentar e sustentabilidade, os agroquímicos são reposicionados como ferramentas de precisão. Há maior demanda por culturas de alto valor, estimulando o uso de agroquímicos. Herbicidas lideram em volume, mas enfrentam desafios regulatórios. A inovação foca em soluções específicas, menos tóxicas e biológicas. A tecnologia, como drones e IA, otimiza a aplicação de agroquímicos, aproximando o setor da agricultura de precisão. Apesar de avanços, há desafios como resistência a pesticidas, preocupações ambientais, e custos de pesquisa e desenvolvimento. A vantagem competitiva será de quem solucionar problemas agrícolas com eficácia e menor impacto.

A pesquisa científica tem revolucionado a agricultura em Mato Grosso, tornando-a mais eficiente e sustentável através do uso preciso de insumos, diminuindo desperdícios e aumentando a produtividade. Os Centros Tecnológicos do Araguaia e do Parecis, mantidos pela Aprosoja MT e Iagro, desempenham um papel crucial ao desenvolver estudos voltados para o uso consciente de recursos. Tais pesquisas têm permitido ao Brasil se destacar como potência agrícola em clima tropical. As técnicas desenvolvidas ajudam a evitar a necessidade de desflorestamento, mantendo a produção em áreas já existentes. Agricultores locais, como Alberto Chiapinotto, aplicam novas práticas testadas em centros de pesquisa, o que evidencia a importância de continuar investindo em tecnologia agrícola para garantir a sobrevivência e crescimento do setor no país.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.