
São Paulo, 27 – Redes de varejo líderes no Reino Unido e na Europa trocam cartas com tradings agrícolas globais, destacando a importância da sustentabilidade na produção de soja do Brasil.
Em um movimento estratégico, grandes cadeias de supermercados do Reino Unido e Europa, incluindo Tesco, Sainsburys, Aldi e Morrisons, enviaram uma carta aos presidentes executivos das principais tradings agrícolas. O documento, datado de 26 de setembro, expressa insatisfação com a saída da Moratória da Soja, um pacto de longa data que visava proteger o bioma Amazônico.
O aviso foi claro: embora as tradings possam ter deixado o acordo coletivo, os supermercados manterão suas políticas de adquirir apenas soja livre de desmatamento, especialmente em áreas do bioma Amazônico desmatadas após julho de 2008.
Data Limite: Os varejistas estipularam o prazo de 16 de fevereiro de 2026 para uma resposta formal das tradings, quando avaliarão como cada empresa atende a seus rigorosos critérios ambientais.
Repercussões Estratégicas: O documento questiona se as tradings pretendem retomar a moratória de forma individual e se os seus compromissos climáticos permanecem inalterados.
Mecanismos de Controle: É pedido às tradings que descrevam seus controles de compra para garantir que a soja adquirida seja livre de desmatamento.
A Reação da Abiove e o Impacto Legal
A decisão de deixar o pacto pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) veio após a entrada em vigor de uma lei estadual em Mato Grosso que condiciona incentivos fiscais ao cumprimento da legislação ambiental brasileira, proibindo acordos com exigências extras.
Embora a Abiove tenha declarado que o fim da moratória não implica abandono de padrões socioambientais, aposta em políticas individuais baseadas na legislação, a ação preocupa os varejistas europeus. Esta preocupação é reforçada por entidades ambientais como WWF-Brasil e Greenpeace, que temem os riscos reputacionais e climáticos envolvidos.
A Importância da Moratória da Soja
Instituída em 2006, a Moratória da Soja visava impedir a comercialização da soja colhida em áreas recém-desmatadas do bioma Amazônico, mesmo onde o desmatamento fosse legal. Este acordo foi considerado crucial na proteção de aproximadamente 17 mil quilômetros quadrados de floresta ao longo de sua vigência.
Com a saída das tradings do pacto, a responsabilidade agora recai sobre elas individualmente, requerendo avaliações minuciosas das práticas ambientais por parte de seus compradores europeus.
O desfecho desta história é incerto, mas destaca a crescente pressão internacional sobre práticas sustentáveis, levando em consideração o impacto ambiental e comercial da produção agrícola brasileira.
Empresas Envolvidas Exigências ADM, Bunge, Cargill Revisão das políticas de compra seguindo normas ambientais Louis Dreyfus Company, Cofco International Comprometimento com monitoramento e verificação independente
Perspectivas Futuras
As repercussões deste cenário poderão moldar não apenas a política ambiental brasileira, mas também a dinâmica do comércio internacional, com potenciais implicações para o futuro da produção agrícola e as relações comerciais entre o Brasil e o mercado europeu.

Resumo: A Espanha alertou a Organização Mundial da Saúde sobre possível transmissão de pessoa para pessoa do vírus da gripe suína A(H1N1)v na Catalunha. O departamento de saúde catalão classificou o risco para a população como "muito baixo". A pessoa infectada não apresentou sintomas respiratórios, e testes em contatos diretos mostraram que não houve retransmissão. Segundo o El País, o paciente já se recuperou e não teve contato com porcos ou fazendas, levando especialistas a concluir pela transmissão entre pessoas. A situação reacende preocupações sobre o potencial pandêmico se o vírus se recombinar com a influenza humana, embora a OMS não tenha comentado; o histórico remoto inclui notificações da Holanda em 2023 e a pandemia de 2009, causada por um vírus com material genético de porcos, aves e humanos.

Em 2025, a cultura do cacau em Sergipe registrou sua maior expansão desde 2008: o número de agricultores aumentou de 17 para 52 (crescimento de 200%), a área plantada passou de 26 para 51 hectares em oito municípios do sul e centro-sul, e a colheita de amêndoas atingiu 15,9 toneladas (vs. 9,5 em 2024), com vendas estimadas em R$ 442.390 e preço médio de R$ 415,00 por arroba de 15 kg. A produção passou a ter canal de comercialização dentro do estado após a instalação de um posto avançado de compra da Cargill Alimentos, em Arauá, que paga pelo preço de referência do dia via Pix, antes dependente de escoamento para Santo Antônio de Jesus (BA). Além das amêndoas, há venda de mel de cacau a R$ 15 o litro, com 1.000 litros vendidos em 2025. A expansão nasce da crise da laranja e ocorre em sistemas agroflorestais com banana, maracujá e mamão, garantindo renda ao produtor antes da frutificação. O suporte técnico fica por conta da Emdagro (Seagri) em parceria com Ceplac, incluindo distribuição de 10 mil mudas clonadas (CCN51, CCN10, PS1319), 6 Unidades Demonstrativas e 10 kits de irrigação. O principal obstáculo é a dependência de mudas certificadas da Bahia, com o credenciamento do primeiro viveiro no Indiaroba em andamento; a expectativa é produzir 6.000 mudas clonadas por ciclo, atendendo 35 a 40 agricultores familiares. Segundo Jean Carlos Nascimento Ferreira, a presença institucional cobre toda a cadeia, do plantio à comercialização.

Resumo: A cachaça de alambique, patrimônio cultural mineiro desde 2007, ganha o terceiro Centro de Referência na Qualidade da Cachaça, em Salinas, com aporte de R$ 780 mil. Vinculado ao IFNMG, o centro ampliará equipamentos de análise, validará metodologias e capacitará produtores para obter o registro no MAP, reduzindo custos logísticos. A implantação está prevista para 2028, após reformas, aquisição de novos equipamentos e padronização analítica. Enquanto os laudos não começam a ser emitidos, haverá ações de comunicação institucional e parcerias para coleta de amostras. O objetivo é fortalecer a relação entre academia, pesquisa e setor produtivo, elevando a qualidade, a certificação e a atuação regional da cachaça mineira.

Resumo executivo: O Banco do Brasil (BBAS3) encara 2026 sob pressão, com inadimplência acima de 90 dias em 5,17% e o agronegócio em 6,09%. O 1T26 deve confirmar se a recuperação de margens ganha consistência ou se o desconto frente aos bancos privados permanece.

Resumo: O governo revogou o decreto que previa a concessão privada das hidrovias amazônicas, e o tema continua em estudos. O ministro Silvio Costa Filho afirmou que a suspensão não interrompe os estudos, que seguem em cinco frentes (dois no BNDES e três na Infra S.A.) com consultas públicas e ampliação do diálogo com a população, movimentos sociais e setor produtivo. Indígenas realizaram protestos contra a medida, chegando a ocupar a Cargill em Santarém e a realizar ações em São Paulo e Brasília; a revogação foi justificada pelo “risco de vida” decorrente das manifestações.