
Brasil - A queda dos preços da soja nos portos brasileiros persiste, destacando-se como uma das principais notícias do setor agrícola nesta semana.
Em Paranaguá (PR), os preços da soja sofreram um recuo de 0,87%, com a saca agora valendo R$ 127,54, conforme dados do indicador Cepea/Esalq. Essa queda representa a quinta redução consecutiva nos preços da oleaginosa, sinalizando uma preocupação crescente para os produtores nacionais.
No Porto de Rio Grande (RS), a desvalorização foi ainda mais acentuada, com uma redução de R$ 2, levando o preço da saca a R$ 131. O Cepea apontou que essa tendência de queda está diretamente relacionada à valorização do real frente ao dólar, que fechou em leve baixa de 0,13%, cotado a R$ 5,27. Esse movimento cambial tem reduzido a competitividade da soja brasileira no cenário internacional.
Além dos fatores cambiais, a expectativa de uma safra recorde no Brasil aumenta a cautela entre os compradores, que estão postergando aquisições na esperança de melhores ofertas com o avanço da colheita. De acordo com o Cepea, essa postura cautelosa dos compradores deverá manter os preços sob pressão.
Safra Brasileira Adiantada
Em relação à colheita, a AgRural informou que a safra 2025/26 já alcançou 4,9% da área colhida, superando o índice do ano passado, que foi de 3,9% na mesma época. Esse adiantamento pode ser um fator para pressões adicionais nos preços, pois indica oferta antecipada no mercado.
Influência Internacional
No mercado internacional, os preços também registraram baixa. Em Chicago, onde são definidas as referências para o mercado global, o vencimento do grão para março caiu 0,56%, fechando a US$ 10,6175 por bushel. Essa queda está igualmente associada à pressão da oferta no mercado global.
Outras regiões do Brasil também reportaram quedas nos preços da soja. Em Ponta Grossa (PR), a saca foi cotada a R$ 123, enquanto em Passo Fundo (RS), ela caiu para R$ 126. Em Primavera do Leste, os valores chegaram a R$ 105 por saca, e em Luis Eduardo Magalhães, o preço final do dia fechou em R$ 111,50.
A continuidade dessa tendência de queda nos preços preocupa tanto agricultores quanto exportadores, que precisam se adaptar a essas rápidas flutuações do mercado. A vigilância sobre as tendências cambiais e os níveis de oferta será crucial para planejar estratégias futuras no setor agrícola.
Continuaremos a monitorar essas flutuações de perto, oferecendo atualizações em tempo real sobre como esses fatores impactam o mercado de soja e o setor agrícola em geral.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.