
Adversidades climáticas e preços baixos impactam safra de trigo no Sul do país
A safra atual de trigo registra queda na área plantada e estimativas de produção reduzidas no Rio Grande do Sul e no Paraná, sob impacto de adversidades climáticas, doenças e preços de mercado.
A safra atual de trigo no Sul do Brasil registra reduções de área plantada e projeções de menor volume de colheita, impulsionada por condições meteorológicas e fatores de mercado no Rio Grande do Sul e no Paraná.
Panorama e estimativas no Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, a estimativa da Emater aponta para uma produção de cerca de 2 milhões de toneladas de trigo no ciclo atual. Essa projeção representa uma queda de quase 40% em relação ao ano anterior. A diminuição da produção é atribuída pela fonte a condições climáticas desfavoráveis, que incluem chuvas, geada tardia e a ocorrência de doenças.
Ao todo, o estado gaúcho plantou 814.000 hectares com trigo nesta safra, volume que corresponde a uma retração de 30% da área plantada na comparação com o ano anterior, segundo dados consolidados da Emater.
Em algumas propriedades específicas do estado, produtores e a Emater indicam que as perdas podem ultrapassar 95% na lavoura de trigo, resultado de doenças e adversidades climáticas, como a geada tardia. Em termos de trabalhos em campo, a Emater/RS registra que o início das colheitas no Rio Grande do Sul contempla menos de 1% da área plantada.
Situação no Paraná
Em território paranaense, os dados informados por Carlos Winckler Godinho, do Deral, indicam que a área plantada de trigo encolheu 12% na safra atual. A redução da área no estado teve como causas atribuídas os preços baixos do mercado e as incertezas climáticas.
Em relação ao avanço das máquinas no campo, cerca de 46% da área destinada ao trigo no Paraná já foi colhida.




