
A área tratada com defensivos agrícolas no Brasil cresceu 5% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Kynetec Brasil e do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg). No recorte, o indicador chegou a 1,2 bilhão de hectares.
A alta da área tratada é atribuída, pelas fontes, à elevada pressão de pragas e doenças nas lavouras. Em outra métrica divulgada para o mesmo semestre, o crescimento da área potencial tratada correspondeu a 59 milhões de hectares adicionais.
O volume de defensivos utilizados nas lavouras brasileiras somou 793,8 mil toneladas no primeiro semestre de 2026. Em comparação com o primeiro semestre de 2025, esse volume avançou 4,5%.
Por classe de produto, a área tratada com fungicidas aumentou 7,4% no primeiro semestre de 2026 ante o primeiro semestre de 2025. Já a área tratada com inseticidas cresceu cerca de 6% no mesmo confronto interanual. As fontes associam o movimento dos inseticidas ao aumento das aplicações para controle da mosca-branca.
No recorte financeiro, o valor de mercado dos defensivos agrícolas atingiu cerca de US$ 9 bilhões no primeiro semestre de 2026. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o valor de mercado avançou 11,1%.
Entre as culturas, o milho demandou US$ 2,86 bilhões em defensivos no primeiro semestre de 2026, com alta de 11%. A soja, no mesmo intervalo, chegou a US$ 2,3 bilhões, com crescimento de 22% em valor.
Na distribuição regional, Mato Grosso e Rondônia concentraram juntos 35% da área tratada com defensivos agrícolas no primeiro semestre de 2026.
Em recorte anual, distinto do balanço semestral, representantes do setor e o Sindiveg apontam que o Brasil movimenta cerca de US$ 20 bilhões em aplicações de defensivos agrícolas. Essa dimensão do mercado é associada, pelas fontes, ao clima tropical, que demanda grande quantidade de pesticidas para o controle de pragas e doenças.

A Medida Provisória 1.376/2026 prevê renegociar até R$ 100 bilhões em dívidas rurais, mas o mecanismo permanece praticamente parado. Enquanto isso, o agronegócio registrou 474 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, alta de 21,9%.

Modelos meteorológicos apontam El Niño ativo até o início de 2027, com chance de nível muito forte no trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027, em meio a padrão seco no Centro-Oeste e menor área segurada no agro brasileiro.

Estudo liderado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia identificou 27 novos registros de abelhas nativas associadas à soja. Realizado em Rio Verde e Montividiu (GO), o trabalho eleva o total conhecido e destaca o potencial de aumento na produtividade.

As condições climáticas favoráveis e as chuvas nos Estados Unidos pressionaram em queda os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago no início de agosto de 2026. No Brasil, a valorização dos prêmios de exportação e a demanda aquecida limitam o repasse das baixas e sustentam os preços no mercado físico.

A colheita do milho segunda safra em Mato Grosso superou 99% da área, segundo o Imea. A área plantada chegou a 7,43 milhões de hectares, com alta de 2,4%, e a produção é projetada em 57,3 milhões de toneladas.