
Até 91% das pastagens degradadas da Mongólia poderiam ser recuperadas, estima pesquisadora
Estimativa de Burenjargal Otgonsuren indica que até 91% das pastagens degradadas da Mongólia poderiam ser recuperadas em algum grau se a restauração considerar a saúde do solo e a biodiversidade subterrânea. Experimentos com seis áreas cercadas registraram, em 2025, vegetação mais alta no interior das cercas.
Potencial de recuperação
Até 91% das pastagens degradadas da Mongólia poderiam ser recuperadas em algum grau se a recuperação considerar a saúde do solo e a biodiversidade subterrânea. A avaliação, de caráter estimado, é da pesquisadora Burenjargal Otgonsuren.
Cercamento para aliviar o pastoreio
Foram instaladas seis áreas cercadas em regiões de estepe e deserto na Mongólia, com o objetivo de interromper temporariamente a pressão do pastoreio.
Em 2025, os primeiros resultados dos experimentos mostraram que a vegetação dentro das áreas cercadas apresentava maior altura do que as plantas fora das cercas. A interrupção temporária do pastoreio nesses trechos resultou em maior crescimento da vegetação.
A pesquisadora Burenjargal Otgonsuren pretende acompanhar os experimentos nas áreas cercadas por pelo menos três anos.
DNA fúngico nas amostras
Cerca de 90% das sequências de DNA fúngico analisadas nas amostras pertenciam a espécies ainda desconhecidas pela ciência, segundo Burenjargal Otgonsuren e Toby Kiers.
Fungos micorrízicos no Gobi
Em recorte geográfico distinto, na região do Deserto do Gobi, na Mongólia, foram identificadas 541 unidades taxonômicas associadas aos fungos micorrízicos, também conforme Otgonsuren e Kiers.
Hotspots de biodiversidade microbiana
Cerca de 90% dos hotspots de biodiversidade microbiana identificados pela SPUN estão fora de áreas oficialmente protegidas, de acordo com Toby Kiers e a SPUN.




