
O mercado físico do boi gordo apresentou recuperação nas cotações recentes. Segundo o indicador Datagro, o preço do boi gordo ficou em R$ 325,08 por arroba em 13 de julho. A máxima do ano, também pelo mesmo indicador, foi registrada em 14 de abril, a R$ 367,09 por arroba.
As cotações do boi gordo em São Paulo acumularam alta de 7,3% desde 13 de julho, chegando a quase R$ 349 por arroba, conforme The AgriBiz.
Em São Paulo, a referência para o boi comum permanece ao redor de R$ 350 por arroba, segundo a Scot Consultoria. Na mesma praça, a referência para o boi-China permanece em R$ 352 por arroba, também de acordo com a Scot Consultoria. As duas consultorias utilizam metodologias distintas para as cotações do mercado físico.
No mercado futuro, os contratos de boi gordo na B3 com vencimento em outubro negociam a R$ 354,35 por arroba.
As escalas nacionais de abate giram em torno de 6 dias úteis, segundo a Agrifatto.
Em relação aos confinamentos, o informativo Cepea/Tortuga aponta que, em 24 de julho, a retração ante 2025 diminuiu para 10,2%, após ter sido de 21,4% em maio. Em junho, a taxa de ocupação dos confinamentos monitorados pela Cargill ficou em 75,54%, uma queda superior a 14 pontos percentuais em relação aos 89,62% registrados no mesmo período de 2025.
Dados do IBGE mostram um crescimento de 3,3% nos abates de bovinos no primeiro trimestre no Brasil.
Projeções da Athenagro apontam lucro de R$ 33,99 por arroba na terminação em confinamento em 2026. O resultado da engorda intensiva para pecuaristas de ciclo completo foi estimado pela Athenagro em R$ 84,73 por arroba.

A arroba do boi gordo tende a permanecer firme pelos próximos 50 dias, mas sem fundamentos para altas mais agressivas, segundo análise de mercado. Oferta de confinamento pode limitar cotações, enquanto demandas terão pouca influência.

Na primeira semana de agosto, a maioria das categorias de reposição em São Paulo caiu na comparação semanal, salvo o bezerro de desmama, que subiu 0,8%. No intervalo de julho de 2025 a julho de 2026, o bezerro desmamado valorizou 22,6% e a relação de troca com o boi gordo piorou para o pecuarista.

As condições climáticas favoráveis e as chuvas nos Estados Unidos pressionaram em queda os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago no início de agosto de 2026. No Brasil, a valorização dos prêmios de exportação e a demanda aquecida limitam o repasse das baixas e sustentam os preços no mercado físico.

A colheita do milho safrinha no Brasil alcançou 69,1% da área cultivada, conforme a Conab, com progresso também no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Contratos futuros na B3 fecharam em baixa, enquanto StoneX e USDA apresentam projeções próprias para as safras de milho e soja nos Estados Unidos.

A soja subiu no porto de Paranaguá e em praças do Paraná e de Mato Grosso na quarta-feira (05/08), com impulso atribuído a oscilações em Chicago. O trigo também valorizou no Paraná e no Rio Grande do Sul.