
Atualizações recentes nas projeções agrícolas indicam um cenário promissor para as exportações brasileiras de soja e milho, com estimativas revisadas para cima, revelando melhoras significativas na produção e aumento nas exportações.
A AgRural revisou suas previsões para a safra de soja 2025/26, estimando agora uma produção de 181 milhões de toneladas. Esse aumento se deve principalmente às boas condições climáticas e ao ritmo acelerado de colheita em regiões como Mato Grosso e Paraná. Até o momento, cerca de 4,9% da área plantada já foi colhida, um progresso significativo em relação ao mesmo período do ano passado.
O milho brasileiro também viu suas projeções ajustadas positivamente. Com um incremento previsto para 136,6 milhões de toneladas para a mesma safra de 2025/26, a produção se beneficia de condições estáveis e bom desenvolvimento das áreas de segunda safra, especialmente na região Centro-Oeste.
O avanço das exportações brasileiras de milho no início de 2026 superou as expectativas, com um envio superior a 3,7 milhões de toneladas, um aumento de 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Em termos diários, as exportações alcançaram impressionantes 234.037,6 toneladas, refletindo uma alta demanda internacional.
Com a nova temporada de exportações se aproximando, o Brasil terá o desafio de encontrar novos mercados para seus produtos agrícolas, enquanto enfrenta estoques altos nos Estados Unidos e incertezas políticas em mercados como o Irã, tradicional comprador do milho brasileiro.
O forte desempenho exportador se traduz em um crescimento de receita significativo. Até agora, a receita de exportação registrou um aumento de 45%, com ganhos somando mais de US$ 835,9 milhões. Estes resultados reforçam o papel crucial do Brasil no mercado global de grãos e as perspetivas positivas para o setor agrícola em 2026.
Com previsões de safra recorde e estoques ajustados, o foco agora está em reforçar a competitividade e diversificar os mercados para assegurar o crescimento contínuo do nosso agronegócio.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.