
O contrato futuro do café arábica com vencimento em dezembro registrou alta de 1,35% e fechou cotado a US$ 3,19 por libra-peso na Bolsa de Nova York no pregão de quarta-feira (12 de agosto de 2026). Segundo a Barchart, o avanço esteve associado a preocupações sobre os possíveis impactos do terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia sobre a produção e as exportações de café do país.
Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia na segunda-feira. Até terça-feira, o sismo havia deixado pelo menos 181 mortos no país, de acordo com o Financial Times.
Ainda na terça-feira, os futuros do arábica atingiram a máxima de US$ 3,26 por libra-peso antes de recuarem, em um contexto de avaliação dos impactos do terremoto na oferta colombiana.
Na terça-feira, a Maersk informou que as operações no terminal de Buenaventura foram temporariamente suspensas devido a danos e inspeções decorrentes do terremoto.
Na quarta-feira, a Sucafina afirmou que o transporte de café na região produtora mais importante da Colômbia está significativamente restrito após o abalo de magnitude 7,4. A Sucafina também informou que as operações de exportação no porto de Buenaventura estão suspensas enquanto a administração portuária avalia a infraestrutura.
A estrada atingida pelo terremoto é responsável pelo transporte de cerca de 60% das exportações colombianas de café.
As regiões de Caldas e Risaralda respondem juntas por cerca de 25% da produção colombiana de café. A Colômbia é o segundo maior produtor mundial de café arábica. No café em geral, o país é o terceiro maior produtor mundial.
A produção de café da Colômbia está prevista em cerca de 12,8 milhões de sacas de 60 kg neste ano, contra 14,8 milhões de sacas no ano anterior. O país responde por cerca de 20% das importações de café dos Estados Unidos.
Os contratos futuros do arábica acumulam alta de cerca de 30% desde o início de junho, em meio a temores relacionados ao fortalecimento do fenômeno El Niño.

A Abiec estima que os envios de carne bovina do Brasil às Filipinas fiquem entre 80 mil e 96 mil toneladas em 2026. No primeiro semestre, o volume chegou a 35,9 mil toneladas, com receita de US$ 162,4 milhões, enquanto a ABPA apontou alta de cerca de 15% no frango e de cerca de 30% nos suínos nesse mercado.

A Noruega não importará carnes e derivados do Brasil com certificados sanitários emitidos a partir de 3 de setembro de 2026, por falta de garantias sobre o não uso de antimicrobianos. Em 2025, o país comprou 279 toneladas de carne bovina brasileira, gerando US$ 3,8 milhões.

A colheita brasileira de café atingiu 76% do total esperado até o fim de julho de 2026, segundo o Rabobank. As exportações de junho ficaram em 3,06 milhões de sacas, com o atraso da colheita afetando o ritmo dos embarques, e o acumulado do semestre em 17,8 milhões de sacas.

A colheita de café arábica na área da Expocacer chegou a 74% até 7 de agosto na safra atual, com 56% beneficiados e rendimento médio de cerca de 500 litros por saca. A cooperativa faturou cerca de R$ 3 bilhões em 2025 e projeta 2,8 milhões de sacas em 2026.

As condições climáticas favoráveis e as chuvas nos Estados Unidos pressionaram em queda os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago no início de agosto de 2026. No Brasil, a valorização dos prêmios de exportação e a demanda aquecida limitam o repasse das baixas e sustentam os preços no mercado físico.