
Exportações de Carne de Frango e Suína do Brasil em Alta: Desempenho e Perspectivas para 2026
As exportações brasileiras de carne de frango em janeiro de 2026 mostraram um ritmo diário mais intenso, embora tenha havido uma redução de 15,8% no volume total em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita diária aumentou, indicando dinamismo no mercado, embora o preço médio por tonelada tenha caído ligeiramente. A produção de carne de frango no Brasil continua a crescer, impulsionada por custos controlados e produtividade. As exportações de carne suína também apresentaram ritmo diário elevado, mesmo com uma redução no volume total exportado. A receita total desse segmento caiu, mas a média diária de faturamento subiu, refletindo um mercado internacional equilibrado. A demanda por carne suína brasileira segue estável em mercados chave, com perspectivas de continuidade no crescimento das exportações. Além disso, o estudo do Esalq-Log revelou avanços na logística do etanol, embora entraves tributários ainda comprometam sua competitividade em relação à gasolina. A diversificação dos modais logísticos e desafios tributários são apontados como pontos de atenção para a competitividade do etanol no cenário energético brasileiro.
Exportações de Carne de Frango e Suína Apresentam Dinamismo nas Operações em Janeiro de 2026
No início de 2026, o Brasil registrou um desempenho marcante nas exportações de carnes, conforme os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Notavelmente, o volume diário de embarques de carne de frango apresentou um crescimento significativo em relação ao mesmo período do ano anterior, destacando-se pela eficiência logística aprimorada.
Até a quarta semana de janeiro, o Brasil embarcou um total de 349,7 mil toneladas de carne de frango. Embora haja uma redução de 15,8% em comparação com as 415,2 mil toneladas exportadas no mesmo período de 2025, destacou-se a subida no ritmo diário dos embarques, que atingiu 21,86 mil toneladas por dia — um incremento de 15,8%. Essa evolução reflete maior eficiência nas operações logísticas e uma melhor concentração de embarques ao longo do mês.
Receita Diária em Ascensão
Apesar do recuo anual na receita total, que somou US$ 627,2 milhões — uma redução de 16,7% —, a média diária de receita das exportações de carne de frango subiu 14,5%, alcançando US$ 39,2 milhões. Este aumento aponta para o forte dinamismo das operações comerciais no mercado internacional. No entanto, o preço médio da tonelada caiu levemente, para US$ 1.793,50, refletindo a competitividade intensa do mercado global.
Carnes de frango continuam sendo uma escolha preferencial em mercados sensíveis ao preço, especialmente em países que procuram alternativas mais acessíveis comparadas à carne bovina. Além disso, o crescimento contínuo da produção de carne de frango no Brasil, impulsionado por custos de produção controlados e ganhos de produtividade, destaca a solidez da competitividade do país no cenário global.
Desempenho Positivo da Carne Suína
Da mesma forma, as exportações de carne suína também demonstraram um desempenho robusto em janeiro. Até a quarta semana, o Brasil exportou 79 mil toneladas, volume 10,1% inferior ao de 2025. Contudo, o ritmo diário elevou-se em 23,6%, atingindo 4,94 mil toneladas por dia, indicando operações intensas.
A receita das exportações de carne suína totalizou US$ 196,8 milhões, representando uma retração de 8,7% em relação ao ano anterior. Porém, a média diária de faturamento experimentou um aumento de 25,5%, atingindo US$ 12,3 milhões. Esse crescimento é impulsionado tanto pelo aumento no volume diário embarcado quanto pela sustentação nos preços. O preço médio da tonelada de carne suína subiu 1,5%, para US$ 2.489,60, espelhando um mercado global mais equilibrado entre oferta e demanda.
Perspectivas para 2026
As perspectivas para as exportações brasileiras de carne permanecem positivas em 2026, com a demanda internacional estável e consistente em mercados estratégicos da Ásia e das Américas. Apesar da cautela da China, o Brasil continua a iniciar o ano com preços resilientes e uma expectativa de continuidade no crescimento das exportações dessas proteínas.
A força das commodities brasileiras no setor agroalimentar reforça o papel estratégico do Brasil na oferta global dessas proteínas, colocando o país em uma posição de destaque nas cadeias logísticas e de suprimento internacional.



