
No início de 2026, o Brasil registrou um desempenho marcante nas exportações de carnes, conforme os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Notavelmente, o volume diário de embarques de carne de frango apresentou um crescimento significativo em relação ao mesmo período do ano anterior, destacando-se pela eficiência logística aprimorada.
Até a quarta semana de janeiro, o Brasil embarcou um total de 349,7 mil toneladas de carne de frango. Embora haja uma redução de 15,8% em comparação com as 415,2 mil toneladas exportadas no mesmo período de 2025, destacou-se a subida no ritmo diário dos embarques, que atingiu 21,86 mil toneladas por dia — um incremento de 15,8%. Essa evolução reflete maior eficiência nas operações logísticas e uma melhor concentração de embarques ao longo do mês.
Apesar do recuo anual na receita total, que somou US$ 627,2 milhões — uma redução de 16,7% —, a média diária de receita das exportações de carne de frango subiu 14,5%, alcançando US$ 39,2 milhões. Este aumento aponta para o forte dinamismo das operações comerciais no mercado internacional. No entanto, o preço médio da tonelada caiu levemente, para US$ 1.793,50, refletindo a competitividade intensa do mercado global.
Carnes de frango continuam sendo uma escolha preferencial em mercados sensíveis ao preço, especialmente em países que procuram alternativas mais acessíveis comparadas à carne bovina. Além disso, o crescimento contínuo da produção de carne de frango no Brasil, impulsionado por custos de produção controlados e ganhos de produtividade, destaca a solidez da competitividade do país no cenário global.
Da mesma forma, as exportações de carne suína também demonstraram um desempenho robusto em janeiro. Até a quarta semana, o Brasil exportou 79 mil toneladas, volume 10,1% inferior ao de 2025. Contudo, o ritmo diário elevou-se em 23,6%, atingindo 4,94 mil toneladas por dia, indicando operações intensas.
A receita das exportações de carne suína totalizou US$ 196,8 milhões, representando uma retração de 8,7% em relação ao ano anterior. Porém, a média diária de faturamento experimentou um aumento de 25,5%, atingindo US$ 12,3 milhões. Esse crescimento é impulsionado tanto pelo aumento no volume diário embarcado quanto pela sustentação nos preços. O preço médio da tonelada de carne suína subiu 1,5%, para US$ 2.489,60, espelhando um mercado global mais equilibrado entre oferta e demanda.
As perspectivas para as exportações brasileiras de carne permanecem positivas em 2026, com a demanda internacional estável e consistente em mercados estratégicos da Ásia e das Américas. Apesar da cautela da China, o Brasil continua a iniciar o ano com preços resilientes e uma expectativa de continuidade no crescimento das exportações dessas proteínas.
A força das commodities brasileiras no setor agroalimentar reforça o papel estratégico do Brasil na oferta global dessas proteínas, colocando o país em uma posição de destaque nas cadeias logísticas e de suprimento internacional.

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.