
Um estudo realizado pelo Esalq-Log revela que a cadeia logística do etanol combustível no Brasil vem evoluindo significativamente, com a diversificação dos modais de transporte e aumento da eficiência operacional. Entretanto, a competitividade do biocombustível ainda enfrenta desafios tributários e estruturais em relação à gasolina.
Esta pesquisa faz parte da Série Logística do Agronegócio – Oportunidades e Desafios (Volume 9), analisando as etapas de transporte e armazenagem do etanol no país. O estudo destaca que, mesmo com a predominância do transporte rodoviário, sua participação caiu de 82% em 2019 para 71% em 2024. Houve aumento no uso de dutovias (de 8% para 14%) e ferrovias (de 6% para 10%), demonstrando avanços na intermodalidade e na busca por eficiência logística.
Segundo Thiago Guilherme Pêra, pesquisador da Esalq, a logística do etanol é extremamente complexa. Ele explica que, devido à conexão entre polos produtores no Centro-Sul e Centro-Oeste a mercados consumidores distantes, a intermodalidade é crucial para se alcançar eficiência.
Apesar dos ganhos com uma matriz logística diversificada, o sistema ainda depende de grandes investimentos em infraestrutura e melhor coordenação entre usinas, comercializadoras e distribuidoras.
Entre os principais entraves, o regime monofásico do PIS e Cofins sobre o transporte e armazenagem causa acúmulo de créditos fiscais não compensáveis para as comercializadoras, distorcendo o custo operacional. De acordo com simulações, isso pode elevar o preço do etanol em até R$ 0,10 por litro.
Essas questões tributárias penalizam modais sustentáveis, contrariando as metas nacionais de descarbonização e mobilidade de baixo carbono. O Esalq-Log conclui que reformas fiscais são essenciais para garantir a competitividade do etanol no mercado.
Por outro lado, as exportações brasileiras de carne de frango apresentaram desempenho positivo em janeiro de 2026, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O Brasil exportou 349,7 mil toneladas até a 4ª semana de janeiro, uma redução de 15,8% comparado ao mesmo período de 2025, mas o ritmo diário de embarque aumentou 15,8%.
Em termos financeiros, as exportações alcançaram US$ 627,2 milhões, uma diminuição de 16,7% em relação ao ano anterior. Contudo, a média diária de receita subiu 14,5%, atingindo US$ 39,2 milhões, sinalizando forte dinamismo.
A produção de carne de frango no Brasil continua em expansão em 2026, sustentada por custos controlados e ganhos de produtividade. No cenário internacional, a oferta recuperada em outros países limita aumentos mais expressivos nos preços.
As exportações de carne suína mostraram forte desempenho, com embarques chegando a 79 mil toneladas até a 4ª semana de janeiro, 10,1% abaixo do ano anterior, mas o ritmo diário cresceu 23,6%.
Financeiramente, a receita total foi de US$ 196,8 milhões, uma retração de 8,7% comparada a 2025. No entanto, a média diária de faturamento subiu 25,5%, alcançando US$ 12,3 milhões.
A demanda internacional por carne suína brasileira permanece estável, compensando a postura cautelosa da China. Com oferta ajustada e forte competitividade, o Brasil inicia 2026 com perspectivas positivas para o setor.

O artigo destaca o apoio do Sicredi aos produtores rurais durante a colheita em Mato Grosso e Rondônia, oferecendo soluções financeiras como crédito rural e consórcio. A cooperativa reforça a importância do planejamento, segurança e logística no período de colheita, disponibilizando serviços como assessoria financeira, seguros e a Tag de Passagem para agilidade no transporte. O Sicredi também promove a organização financeira via cartão e busca estar presente em cada etapa da jornada do produtor, garantindo confiança e suporte alinhados à realidade dos associados, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento do agronegócio local.

No Km 533 da BR-158, entre Água Boa e Canarana, ocorreu um tombamento de semirreboque, causando interdição parcial da pista. A Polícia Rodoviária Federal esteve no local, e um guincho foi utilizado para remover o reboque e parte da carga de soja derramada. O trânsito já flui normalmente.

Uma carreta carregada com soja causou interrupções no tráfego da rodovia MT-208, entre Alta Floresta e Carlinda, ao ficar em formato de "L" após perder força em uma subida, atravesando a pista. A Via Brasil, concessionária da rodovia, informou que não houve vítimas e que equipes foram ao local para controlar a situação. A carga estava sendo transportada para um armazém na MT-208. A motorista relatou uma falha mecânica no motor. Não houve feridos e a carreta sofreu danos leves.

A Prefeitura de Cuiabá intensificou a operação de tapa-buracos visando melhorar o sistema viário da capital. Em janeiro, foram consertados cerca de 5.200 buracos, com previsão de 6.500 até o final do mês. Equipes estão atuando em várias regiões, priorizando vias de alto fluxo e corredores de transporte coletivo. Já em outra frente, a Secretaria de Mobilidade Urbana solucionou uma falha em uma lombada eletrônica no bairro Porto sem prejudicar os motoristas. Equipamentos de controle de velocidade são monitorados regularmente e possuem laudos do Inmetro. A ação da prefeitura é marcada pela busca de soluções ágeis e eficazes para problemas viários.

O setor exportador de café brasileiro enfrentou grandes desafios em 2025 devido à infraestrutura portuária defasada, resultando em prejuízos logísticos de R$ 66,1 milhões e perdas cambiais de R$ 14,67 bilhões. A falta de capacidade e os gargalos nos portos, especialmente em Santos e Rio de Janeiro, prejudicaram o embarque, afetando a competitividade e receita dos produtores. A ineficácia estrutural impacta não só o café, mas também outras commodities. Enquanto uma solução judicial para o Porto de Santos está em disputa, parcerias logísticas no Espírito Santo oferecem esperança de descentralização. No cenário econômico, o Brasil apresentou forte arrecadação federal em 2025, com avanços na balança de serviços e investimento direto estrangeiro, apesar do déficit corrente. A moeda brasileira esteve entre as mais fortes, sustentada por juros altos e diversificação de portfólios, contribuindo para um ambiente econômico resiliente.