
A colheita da safra de milho verão 2025/26 no Centro-Sul do Brasil avança em ritmo desacelerado em comparação com anos anteriores, conforme revela a consultoria Safras & Mercado. Até 23 de janeiro, 6,4% da área total estimada de 3,608 milhões de hectares havia sido colhida. Este percentual é menor do que os 10,3% registrados no mesmo período do ano passado, e também está abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 9%.
No contexto regional, o Rio Grande do Sul se destaca ao liderar a colheita com 21,3% da área de 946 mil hectares já colhida. Em Santa Catarina, 4,9% da área prevista de 607 mil hectares já foi colhida.
Nos demais estados do Centro-Sul — Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás/Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso — os trabalhos de colheita ainda não iniciaram, sob influência de um plantio tardio e condições climáticas diversas.
O ritmo mais lento observado no início deste ciclo pode afetar o abastecimento regional e a formação de preços a curto prazo. Porém, espera-se um avanço significativo nas próximas semanas, atribuindo-se isso à estabilização climática e maturação das áreas de colheita.
No setor de exportação de carne de frango, o Brasil experimentou um início de ano positivo, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Durante janeiro de 2026, o ritmo médio diário de embarques superou em 15,8% o mesmo período de 2025, atingindo 21,86 mil toneladas diárias.
Ainda que o total exportado tenha diminuído 15,8%, alcançando 349,7 mil toneladas, a média diária de receita do setor subiu 14,5%, totalizando US$ 39,2 milhões.
As exportações de carne suína também mostraram robustez, com 79 mil toneladas embarcadas em janeiro, embora esse volume represente uma redução de 10,1% comparado ao ano anterior. O ritmo diário de exportação cresceu 23,6%, totalizando 4,94 mil toneladas por dia.
A receita total atingiu US$ 196,8 milhões, com um aumento significativo na média diária de faturamento (+25,5%), evidenciando preços sustentados internacionalmente.
A projeção para 2026 em termos de exportação de carnes apresenta um panorama positivo, com expectativa de crescimento sustentado pela demanda estável, especialmente nas Américas e na Ásia. O Brasil mantém sua competitividade, iniciando o ano com preços resilientes e uma perspectiva otimista para a exportação de carne suína e de frango.
Conclusão: Os recentes dados reforçam a resiliência e a capacidade do agronegócio brasileiro, tanto na produção de milho quanto nas exportações de carne, refletindo a importância do setor para a economia do país.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram um recorde histórico de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando o total de 44,28 milhões de toneladas em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Conab. Esse aumento de 2,68% destaca a confiança do setor agrícola no Brasil, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo. O crescimento nas importações apoia o planejamento para expansão da área plantada e melhorias na produtividade, reforçando a robustez da cadeia de suprimentos agrícolas no país.