
Avanço Lento na Colheita de Milho 2025/26 e Exportações de Carne de Frango e Suína Ganham Destaque no Brasil
Colheita de milho de verão de 2025/26 no Centro-Sul do Brasil está lenta, com 6,4% da área colhida até 23 de março. Rio Grande do Sul lidera com 21,3%, seguido por Santa Catarina com 4,9%. Em outros estados, a colheita não começou. Desempenho abaixo da média gera atenção no mercado. As exportações de carne de frango do Brasil em janeiro de 2026 aumentaram no ritmo diário, apesar do volume e receita total terem caído em relação ao ano anterior. As exportações de carne suína mantêm forte ritmo diário, com estabilidade no mercado internacional e expectativas positivas para 2026.
A colheita da safra de milho verão 2025/26 no Centro-Sul do Brasil avança em ritmo desacelerado em comparação com anos anteriores, conforme revela a consultoria Safras & Mercado. Até 23 de janeiro, 6,4% da área total estimada de 3,608 milhões de hectares havia sido colhida. Este percentual é menor do que os 10,3% registrados no mesmo período do ano passado, e também está abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 9%.
Rio Grande do Sul é Destaque e Lidera Colheita
No contexto regional, o Rio Grande do Sul se destaca ao liderar a colheita com 21,3% da área de 946 mil hectares já colhida. Em Santa Catarina, 4,9% da área prevista de 607 mil hectares já foi colhida.
Nos demais estados do Centro-Sul — Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás/Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso — os trabalhos de colheita ainda não iniciaram, sob influência de um plantio tardio e condições climáticas diversas.
Atenção do Mercado e Influência nos Preços
O ritmo mais lento observado no início deste ciclo pode afetar o abastecimento regional e a formação de preços a curto prazo. Porém, espera-se um avanço significativo nas próximas semanas, atribuindo-se isso à estabilização climática e maturação das áreas de colheita.
Exportações de Carne de Frango em Alta
No setor de exportação de carne de frango, o Brasil experimentou um início de ano positivo, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Durante janeiro de 2026, o ritmo médio diário de embarques superou em 15,8% o mesmo período de 2025, atingindo 21,86 mil toneladas diárias.
Ainda que o total exportado tenha diminuído 15,8%, alcançando 349,7 mil toneladas, a média diária de receita do setor subiu 14,5%, totalizando US$ 39,2 milhões.
Carne Suína Mantém Forte Desempenho
As exportações de carne suína também mostraram robustez, com 79 mil toneladas embarcadas em janeiro, embora esse volume represente uma redução de 10,1% comparado ao ano anterior. O ritmo diário de exportação cresceu 23,6%, totalizando 4,94 mil toneladas por dia.
A receita total atingiu US$ 196,8 milhões, com um aumento significativo na média diária de faturamento (+25,5%), evidenciando preços sustentados internacionalmente.
Perspectiva Positiva para 2026
A projeção para 2026 em termos de exportação de carnes apresenta um panorama positivo, com expectativa de crescimento sustentado pela demanda estável, especialmente nas Américas e na Ásia. O Brasil mantém sua competitividade, iniciando o ano com preços resilientes e uma perspectiva otimista para a exportação de carne suína e de frango.
Conclusão: Os recentes dados reforçam a resiliência e a capacidade do agronegócio brasileiro, tanto na produção de milho quanto nas exportações de carne, refletindo a importância do setor para a economia do país.



