
Coamo amplia capacidade de armazenagem mirando safra recorde de soja
Em busca de estabelecer um recorde nas colheitas de soja, a Coamo Agroindustrial Cooperativa anunciou recentemente a aquisição de quatro unidades agrícolas do fundo Patria. Este investimento estratégico visa ampliar em 220 mil toneladas a capacidade de estocagem de grãos para 2026, conforme destacou o presidente-executivo Airton Galinari em entrevista.
A safra de soja deste ano está em desenvolvimento e, segundo Galinari, as condições estão favoráveis, especialmente com a previsão de chuvas que podem garantir uma boa colheita. As novas instalações estão localizadas em Cambé, Sabáudia, Assaí e Bela Vista do Paraíso, e vão contribuir significativamente para as operações logísticas da cooperativa.
Com estas adições, a Coamo, já reconhecida como a maior cooperativa agrícola do Brasil, projeta incrementar seus recebimentos de soja em aproximadamente 1 milhão de toneladas até 2026, alcançando mais de 6 milhões de toneladas ao ano. O grupo foca também no Mato Grosso do Sul, onde espera melhor desempenho agrícola em comparação ao ano passado.
Além da soja, a cooperativa prevê somar mais de 10 milhões de toneladas de milho e trigo coletados a partir de reuniões cooperativas até 2026. Este montante reflete um aumento em comparação às 9,4 milhões de toneladas previstas para 2025, conforme detalhado por Galinari.
A Coamo mantém sua posição de liderança no setor de armazenagem com mais de 6 milhões de toneladas, uma capacidade que já foi ampliada em quase 1 milhão de toneladas nos últimos anos. A maior parte do milho é colhido na segunda safra, proporcionando certa flexibilidade no manejo dos silos, um desafio que persiste em várias regiões agrícolas do país.
O investimento de R$136 milhões nas unidades anteriormente federadas à empresa Belagrícola, atualmente em recuperação extrajudicial, sem vinculação comercial, reforça a estratégia de expansão da cooperativa. A Coamo aguarda por sua assembleia anual, programada para 5 de fevereiro, quando os membros discutirão os resultados de 2025 que, segundo Galinari, mostraram um desempenho financeiro satisfatório com receitas semelhantes às de R$28,82 bilhões obtidas no ano anterior.

Sumário: Em 20/02/2026, os preços do suíno vivo no Brasil mantiveram-se estáveis na maioria das praças conforme Cepea/Esalq, com leve alta em São Paulo para R$ 6,87/kg (+0,44% no dia), embora o acumulado do mês em SP caia 3,10%. Os demais estados monitorados registraram estabilidade diária, com variações mensais negativas: MG -4,52% (R$ 6,76/kg), PR -2,21% (R$ 6,64/kg), RS -0,30% (R$ 6,74/kg) e SC -1,79% (R$ 6,59/kg). O intervalo de preços entre as principais praças ficou entre R$ 6,59/kg (SC) e R$ 6,87/kg (SP). O mercado de suínos permanece com equilíbrio entre oferta e demanda, indicando ajustes ao longo de fevereiro e reforçado pela leitura de referência Cepea/Esalq.

Resumo: O mercado de pecuária em Mato Grosso do Sul manteve fôlego após o Carnaval, com altas nas cotações da arroba do boi gordo e da vaca gorda em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas. Em Campo Grande, boi gordo aparece a R$ 321,00 à vista e R$ 325,00 em 30 dias (+R$ 5), e a vaca gorda a R$ 301,50 à vista e R$ 305,00 a prazo (+R$ 3). Em Dourados, boi gordo fica em R$ 321,00 à vista e R$ 325,00 a prazo (+R$ 5); vaca gorda em R$ 299,50 à vista e R$ 303,00 a prazo (+R$ 3). Em Três Lagoas, boi gordo está em R$ 322,00 à vista e R$ 326,00 a prazo (+R$ 5); vaca gorda em R$ 296,50 à vista e R$ 300,00 a prazo (+R$ 5). No cenário nacional, SP, MG, MT, MS e GO registraram altas na arroba do Boi China entre R$ 3,00 e R$ 5, enquanto Paraná manteve o preço. SP: R$ 350, MG: R$ 335, MT: R$ 330, MS: R$ 330, GO: R$ 330; Paraná: R$ 345. O mercado de boi gordo segue firme após o Carnaval, impulsionado pelo consumo interno aquecido, exportações firmes e retenção de fêmeas, com a China permanecendo peça-chave nas negociações, ainda que haja volatilidade cambial.

O governador Jorginho Mello anunciou um investimento de R$ 137,8 milhões para a edição 2026 do Programa Terra Boa, destinado a apoiar a agricultura familiar em Santa Catarina. O aumento de 18% no orçamento busca beneficiar mais de 69 mil agricultores. Entre as novidades para 2026, estão a criação do Projeto Sementes de Arroz e a distribuição de insumos como calcário, sementes de milho de alto valor genético, e Kits Forrageiras e Solo Saudável. O programa, coordenado pela Fecoagro, visa aumentar a produtividade e a renda das famílias rurais de Santa Catarina.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou estimativas para a área plantada de grãos na safra 2026/27, totalizando 90,65 milhões de hectares, abaixo dos 91,18 milhões da temporada anterior. As estimativas para soja, milho e trigo mostram uma leve redução na área total, com aumento na área de soja devido à maior rentabilidade. A área plantada de milho e trigo está prevista para diminuir, refletindo mudanças de cultivo e participação no Programa de Reserva de Conservação.

O USDA revelou sua previsão para a safra 2026/27 nos EUA, destacando uma diminuição na área plantada com milho e um aumento na área de soja. A previsão é de 34,4 milhões de hectares para a soja, superando os 32,86 milhões da safra anterior, enquanto o milho deve cair para 38,04 milhões de hectares, em comparação com 39,98 milhões anteriores. O trigo mostrou mínima variação, passando de 18,33 para 18,24 milhões de hectares. No total, as três principais culturas ocuparão 90,65 milhões de hectares, um decréscimo em relação aos 91,18 milhões da temporada passada.