
O gestor do renomado fundo Verde, Luis Stuhlberger, afirmou que o valor justo para o dólar deveria ser R$ 4,40, aproximadamente 15% inferior à cotação atual de R$ 5,20. Esta declaração foi feita durante um painel na conferência Latin America Investment Conference (LAIC), realizada pelo banco suíço UBS.
Stuhlberger destacou que, apesar do real ter se valorizado 10% frente ao dólar no ano anterior, ele ainda figura entre as moedas menos favorecidas pela desvalorização global do dólar americano. Esta tendência persiste, pois está alinhada à política econômica do presidente dos Estados Unidos.
Donald Trump segue uma política de desvalorização do dólar para tornar as exportações dos EUA mais competitivas, reduzir o déficit comercial do país e impulsionar a indústria nacional. Um dólar robusto tende a aumentar os custos dos produtos americanos no exterior, favorecendo as importações.
No entanto, Stuhlberger pondera que tal cenário não assegura que o dólar necessariamente atingirá o valor estimado de R$ 4,40. Isso depende de múltiplos fatores, incluindo a política fiscal do Brasil e as direções da economia doméstica.
Perspectivas Eleitorais
Em um ano de eleições, a possibilidade de um dólar mais baixo estaria vinculada à percepção de que um candidato favorável ao mercado lideraria nas preferências do eleitorado em outubro. Historicamente, quando regimes econômicos pró-mercado assumem o poder, o dólar se ajusta ao seu valor considerado justo.
A discussão sobre a probabilidade de um ajuste fiscal pós-eleitoral foi abordada por Rodrigo Azevedo, sócio fundador da Ibiuna Investimentos. Ele confia que um ajuste ocorrerá, mas alerta sobre se será de maneira ordenada ou desordenada.
Bruno Serra Fernandes, gerente de portfólio do Itaú, compartilha a visão de que o próximo ciclo eleitoral acentuará precauções dos candidatos, independentemente de quem seja o vitorioso. Ele prevê que o novo governo agirá com prudência no início do mandato para evitar aumentos de gastos, reservando intervenções para o final do período, visando assegurar a continuidade na gestão.

Em 2025, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que antecipa o PIB, cresceu 2,45% em relação a 2024, conforme divulgado pelo Banco Central. O setor agropecuário foi o principal motor desse crescimento, com alta de 13,05%, enquanto indústria e serviços também cresceram, mas em ritmo mais moderado. Em dezembro, o índice recuou 0,18% em relação a novembro, abaixo das projeções do mercado. Apesar disso, o trimestre móvel até dezembro registrou alta de 0,4%. Analistas preveem que a atividade moderada pode influenciar a política de juros, com potencial para cortes, enquanto o ambiente global desafia a indústria, impactando empresas e o Ibovespa. O crescimento geral é positivo, mas desaceleração é esperada em 2026.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.

A soja teve queda nos preços no Paraná e em Paranaguá, com desvalorizações de 1,12% e 2,18%, respectivamente. No interior do Paraná, a saca é cotada a R$ 119,83, enquanto no litoral chega a R$ 124,76. Em contraste, o trigo presenta reajustes para cima, com aumentos de 0,13% no Paraná (R$ 1.176,36 por tonelada) e 0,31% no Rio Grande do Sul (R$ 1.057,34 por tonelada). A padronização da saca em 60 kg facilita a comercialização e monitoramento de preços.