
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou no Fórum de Perspectivas Agrícolas projeções que indicam uma leve redução na área total plantada com grãos para a safra 2026/27. Segundo o relatório, a área plantada será de 90,65 milhões de hectares, uma diminuição em relação aos 91,18 milhões de hectares da temporada anterior.
As novas estimativas abrangem as safras de soja, milho e trigo, com variações significativas entre as culturas:
O USDA destacou que a redução global na área plantada resulta de um nível normal de área prevenida de plantio e de uma pequena expansão das terras no Programa de Reserva de Conservação. A área de soja deve crescer, refletindo maior rentabilidade comparada a outras culturas, além das esperadas rotações de safra no Cinturão do Milho e no Delta. O relatório também menciona a expectativa de que a área de trigo de primavera migre para a soja e outras oleaginosas, um movimento estratégico dos produtores buscando melhorar o retorno financeiro.

Resumo: O mercado de arroz em Santa Catarina enfrenta uma crise, com queda de 36,4% no preço e nas unidades vendidas na mercearia básica, conforme o Radar Mensal da Scanntech Brasil. A situação confirma as preocupações do SindArroz-SC sobre a crise na cadeia produtiva, afetando desde as indústrias até o consumo doméstico. O arroz vem perdendo espaço no varejo e no prato, impulsionado por mudanças nos hábitos, especialmente entre os jovens que buscam refeições mais rápidas. O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, ressalta a necessidade de ações para reconquistar o consumidor por meio de comunicação, praticidade e reintrodução do arroz na rotina, destacando as várias formas de consumo (biscoito de arroz, macarrão, farinha e bebida vegetal). Além das vendas, o faturamento das indústrias catarinenses caiu mais de 40%, com custos fixos inalterados. As indústrias vêm adotando ajustes de custo e buscando apoio institucional junto a governos e entidades do agronegócio, esperando campanhas de valorização do arroz brasileiro e ações de educação alimentar para sustentar a cadeia nos próximos meses.

A colheita da soja da safra 2025/26 em Mato Grosso chegou a 65,75% da área prevista, segundo levantamento divulgado na segunda-feira (23) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço representa um salto de 14,74 pontos percentuais em relação à semana anterior, reforçando um cenário de perspectiva positiva para o andamento das operações no estado.

Resumo: Em Mato Grosso, o agronegócio enfrenta atraso de colheita devido às chuvas intensas, elevando custos, dificultando o acesso às lavouras e pressionando o fluxo de caixa. O quadro é agravado pela elevação do custo e da seletividade do crédito, com garantias maiores, prazos menores e negativas de financiamento em momentos críticos.

Resumo: Em fevereiro, o mercado de ovos do Brasil voltou a subir após cinco meses de queda, com altas acima de 40% em algumas regiões até 18 de fevereiro, impulsionadas pelo maior equilíbrio entre oferta e demanda, segundo Cepea. Embora a recuperação mantenha as cotações firmes, os preços ainda estão abaixo do nível de 2025 quando ajustados pela inflação, com retração acima de 30%. A Quaresma, iniciada em 18 de fevereiro, pode sustentar a demanda por ovos e fortalecer o movimento de alta. O setor projeta preços mais elevados nas próximas semanas, mas a continuidade da alta dependerá do consumo na segunda quinzena e da capacidade de ajuste da produção, definindo a tendência da avicultura de postura no 1º trimestre de 2026.

Sumário: O CPA de janeiro de 2026, divulgado pelo Imea em parceria com o Senar MT, apresenta custos de produção por hectare para algodão, soja e milho em Mato Grosso. O algodão continua sendo a cultura com o maior custeio, em R$ 10.295,48/ha, queda de 1,39% frente a dezembro/2025, com defensivos como principal componente (R$ 4.588,79/ha, -3,09%) e fertilizantes em R$ 3.291,47/ha (+0,41%). A soja transgênica tem custeio de R$ 4.156,03/ha, -1,8%, com fertilizantes como maior item (R$ 1.582,92/ha, +2,62%), defensivos R$ 1.309,64/ha e sementes R$ 498,11/ha. O milho registra alta de 7,19% no custeio, para R$ 3.558,08/ha, influenciado pela inclusão de novos painéis de custo e maior uso de corretivo de solo; defensivos R$ 875,29/ha (+18,64%), mão de obra R$ 235,70/ha (+21,17%) e sementes R$ 826,94/ha (+6,36%). O CPA é elaborado mensalmente para apoiar o planejamento e a gestão agropecuária, com participação crescente dos produtores; a coordenação ressalta que a divulgação amplia a base de informações para decisões mais alinhadas à realidade do campo.