
Crescimento Econômico de 2025: Agro lidera, mas IBC-Br aponta desaceleração e impacto nos Investimentos para 2026
Em 2025, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que antecipa o PIB, cresceu 2,45% em relação a 2024, conforme divulgado pelo Banco Central. O setor agropecuário foi o principal motor desse crescimento, com alta de 13,05%, enquanto indústria e serviços também cresceram, mas em ritmo mais moderado. Em dezembro, o índice recuou 0,18% em relação a novembro, abaixo das projeções do mercado. Apesar disso, o trimestre móvel até dezembro registrou alta de 0,4%. Analistas preveem que a atividade moderada pode influenciar a política de juros, com potencial para cortes, enquanto o ambiente global desafia a indústria, impactando empresas e o Ibovespa. O crescimento geral é positivo, mas desaceleração é esperada em 2026.
Crescimento do IBC-Br em 2025 Indica Peso do Setor Agropecuário na Economia
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), frequentemente utilizado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou um crescimento de 2,45% em 2025 em comparação com 2024, de acordo com informações do Banco Central divulgadas na última quinta-feira. Este indicador representa uma compilação de estimativas relacionadas à indústria, serviços, agropecuária e impostos.
Na análise acumulada de 12 meses, o crescimento mostrou uma leve aceleração ante novembro, subindo de 2,39% para os referidos 2,45%.
Desempenho do Setor Agropecuário
Os resultados de 2025 destacaram-se pela contribuição significativa do setor agropecuário, que obteve um incremento de 13,05%. Em contraste, o índice que exclui o setor agro (ex-agro) teve um avanço mais modesto de 1,80%. A indústria e os serviços também mostraram elevação, com a indústria crescendo 1,45% e os serviços ampliando para 2,06% ao final do ano. O índice de impostos manteve-se quase estável, em 1,24%.
Desempenho Mensal de Dezembro
No que se refere ao mês de dezembro, o IBC-Br apresentou uma redução de 0,18% em comparação a novembro, ajustado sazonalmente. Esta queda não foi tão acentuada quanto o esperado pelo mercado, que previa um recuo de 0,40%. Essa retração foi notadamente influenciada pelo setor de serviços, que caiu 0,26%, enquanto a indústria e a agropecuária cresceram 0,32% e 2,26%, respectivamente.
Previsões e Análises Econômicas
Apesar da queda mensal, o panorama do trimestre móvel encerrado em dezembro ainda mostrou um crescimento de 0,4%, quando comparado aos três meses anteriores. Em relação a dezembro de 2024, o índice teve um crescimento de 3,05%, acima das projeções anteriores que esperavam um avanço de 2,30%.
Economistas acreditam que essa tendência de crescimento indica uma desaceleração gradual, não uma contração estrutural. Assim, projetam um crescimento de 0,2% para o PIB do quarto trimestre na comparação com o anterior, mantendo a expectativa para 2025 em 2,2% e 1,5% para 2026.
Impactos nos Cenários de Juros e Crédito
A percepção de atividade econômica moderada pode influenciar a curva de juros. Com menores riscos de inflação acelerada, há uma expectativa de que o mercado comece a precificar potenciais cortes na taxa Selic ao longo de 2026. Analistas apontam que este ambiente pode beneficiar ativos de risco, desde que não haja influências negativas do cenário global, como as flutuações econômicas chinesas ou oscilações de commodities metálicas.
O consenso entre os especialistas é de que, embora o crescimento econômico persista, ele ocorre em um ritmo reduzido. O mercado deve focar mais na intensidade da desaceleração e seus potenciais impactos em juros, crédito e renda variável nos próximos meses.




