
O Brasil, reconhecido como o maior exportador mundial de carne bovina, não se destaca apenas na venda de cortes nobres como a picanha e o contrafilé. Em 2025, o país movimentou aproximadamente US$ 604,9 milhões com a exportação de miudezas, como vísceras e tripas, além do pênis do animal, conhecido como vergalho.
Esses produtos, apesar de não serem amplamente consumidos no mercado interno, estão ganhando popularidade em regiões da Ásia, África e América Latina. De acordo com o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), esses itens são parte integrante de pratos tradicionais e também utilizados pela indústria alimentícia.
Entre as miudezas exportadas, destacam-se órgãos como coração, rins, estômago e intestinos; partes da cabeça, como bochecha, língua e miolo; e ainda rabo, diafragma, tendões, pâncreas e testículos. O vergalho bovino, por exemplo, tem como um de seus principais destinos Hong Kong, onde a tonelada atinge valores de até US$ 6 mil. Exportado in natura, o produto segue protocolos sanitários rigorosos.
Na medicina tradicional chinesa e em diversas culinárias asiáticas, o vergalho é tido como afrodisíaco e é apreciado pela textura diferenciada e pela capacidade de absorver temperos e caldos, sendo usado em preparações cozidas e ensopadas.
Esse cenário possibilita um comércio estável para subprodutos bovinos que não são populares no ocidente, mas têm demanda consistente em outros mercados, gerando novas oportunidades para o Brasil.
Em 2025, o setor agropecuário brasileiro exportou um total de 267,3 mil toneladas de miúdos bovinos, um aumento de 20,6% em comparação com 2024. Hong Kong, o maior comprador, adquiriu 23,4% desse volume, gerando uma receita de US$ 168,9 milhões.
Apenas para este mercado, foram exportadas 62,6 mil toneladas de miudezas, incluindo 8,2 mil toneladas de tripas, 6,7 mil toneladas de língua e mais de meia tonelada de rabo.
Outros grandes importadores dessa categoria incluem a Rússia, com 26,2 mil toneladas, Egito, com 31 mil toneladas, e Costa do Marfim, com 22,3 mil toneladas. Ao todo, o Brasil exportou para 128 países, e sete novos mercados foram abertos em 2025: Filipinas, Indonésia, Marrocos, Tanzânia, Sarawak, São Vicente e Granadinas e Quênia.
Alan Gutierrez, gerente de marketing da SulBeef, ressalta que a comercialização do vergalho ocorre de forma contínua, com um volume médio entre quatro e cinco toneladas mensais, demonstrando a solidez desse mercado.
Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Imac, destaca que essa demanda evidencia a força da pecuária do Mato Grosso, principal exportador de carne bovina do país, responsável por 23,1% dos embarques nacionais em 2025. Com uma cadeia produtiva organizada, o estado consegue acessar mercados diversificados, mostrando o potencial de agregar valor em todas as etapas da produção.
Ao atender mercados com diferentes perfis de consumo, a pecuária mato-grossense fortalece a economia local, reduz riscos e aumenta a competitividade no cenário global.

A colheita da soja da safra 2025/26 em Mato Grosso chegou a 65,75% da área prevista, segundo levantamento divulgado na segunda-feira (23) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço representa um salto de 14,74 pontos percentuais em relação à semana anterior, reforçando um cenário de perspectiva positiva para o andamento das operações no estado.

Resumo: O agronegócio de Santa Catarina, apesar de ocupar pouco mais de 1% do território nacional, destaca-se na produção de alimentos e fica em segundo lugar na exportação de proteína animal. A produção agropecuária catarinense ultrapassa R$ 60 bilhões ao ano, com a produção animal respondendo por cerca de 60% desse total em 2024. As atividades que mais geram receita são suínos para abate, aves para abate e leite, seguidas por soja e tabaco. O desempenho é sustentado pela sanidade animal e vegetal, monitoradas pela Cidasc desde 1979, e por políticas públicas da Sape em parceria com Cidasc e Epagri, como Terra Boa, Leite Bom SC, Pronampe Rural, Fundesa e Financia Agro SC. Santa Catarina exporta para mais de 150 países, com destaque para carnes de aves (US$ 2,44 bilhões) e suína (US$ 1,85 bilhões) no ano passado, além de ações de controle de ferrugem asiática na soja e de defesa de pomares frutícolas.

Resumo: Em Mato Grosso, o agronegócio enfrenta atraso de colheita devido às chuvas intensas, elevando custos, dificultando o acesso às lavouras e pressionando o fluxo de caixa. O quadro é agravado pela elevação do custo e da seletividade do crédito, com garantias maiores, prazos menores e negativas de financiamento em momentos críticos.

Resumo: Em 2025, a ANC registrou 100.186 animais, aumento de 65,4% em relação a 2024 (60.543), abrangendo mais de 30 raças bovinas e sinalizando o fortalecimento da pecuária brasileira. O crescimento dos registros reflete maior conscientização dos produtores sobre a origem e o potencial produtivo, já que o registro genealógico permite controle de linhagens e seleção genética mais eficiente. A inspeção técnica da ANC contribui para maior produtividade e lucratividade, visto que o histórico dos animais orienta ganho de peso, qualidade de carcaça e eficiência alimentar, com o objetivo de tornar cada geração superior. O processo de qualificação e padronização fortalece a confiabilidade, atende padrões raciais e valoriza os lotes no mercado. Com mais de um século de atuação, a ANC reforça seu papel na valorização da genética bovina brasileira e no desenvolvimento sustentável e competitivo das cadeias de carne e genética, enfatizando a profissionalização e a rastreabilidade no setor.

Sumário: Em 20/02/2026, os preços do suíno vivo no Brasil mantiveram-se estáveis na maioria das praças conforme Cepea/Esalq, com leve alta em São Paulo para R$ 6,87/kg (+0,44% no dia), embora o acumulado do mês em SP caia 3,10%. Os demais estados monitorados registraram estabilidade diária, com variações mensais negativas: MG -4,52% (R$ 6,76/kg), PR -2,21% (R$ 6,64/kg), RS -0,30% (R$ 6,74/kg) e SC -1,79% (R$ 6,59/kg). O intervalo de preços entre as principais praças ficou entre R$ 6,59/kg (SC) e R$ 6,87/kg (SP). O mercado de suínos permanece com equilíbrio entre oferta e demanda, indicando ajustes ao longo de fevereiro e reforçado pela leitura de referência Cepea/Esalq.