
Data: 19 de outubro
A Argentina vivencia um cenário de paralisação nesta quinta-feira, com a greve geral convocada pelas centrais sindicais em resposta à controversa reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. O movimento grevista tem um impacto direto no escoamento da produção agropecuária, um dos pilares econômicos do país.
As atividades nos portos nacionais encontram-se paralisadas, interrompendo os embarques em todos os terminais, conforme informado pela Câmara de Exportadores de Grãos. Tal interrupção afeta o agronegócio, um setor estratégico para o comércio exterior argentino. A Argentina se destaca no cenário global como o maior exportador de óleo e farelo de soja, commodities que agora enfrentam atrasos em seus embarques.
Contratos internacionais, especialmente aqueles com prazos rigorosos, enfrentam a possibilidade de atrasos. O impacto é mais significativo nas cadeias de grãos e derivados. Além disso, o setor marítimo enfrenta desafios, já que a paralisação também prejudica a entrada de insumos industriais, fundamentais para a produção local em segmentos que dependem de matérias-primas importadas.
A greve se intensificou após a aprovação, pelo Senado, do texto-base da reforma trabalhista. Com a proposta prestes a ser debatida pela Câmara dos Deputados, o movimento ganha ainda mais visibilidade. A Federação de Trabalhadores Marítimos (Fesimaf) já havia iniciado uma paralisação de 48 horas na quarta-feira, 18, afetando navios de carga e operações portuárias, e aumentando ainda mais o impacto econômico.
Diante desse cenário, os setores produtivos aguardam uma resolução que possa mitigar os efeitos econômicos adversos causados pela greve. A continuidade da paralisação pode acarretar prejuízos em larga escala, tanto para as exportações quanto para o suprimento de insumos industriais essenciais à economia argentina.
Consequências da Greve
Com o desenrolar dos eventos, os olhares se voltam para as autoridades e os sindicatos na busca de um entendimento que possa restabelecer a normalidade e assegurar a continuidade econômica de um dos principais setores do país.
Resumo: O artigo acompanha o foco da agenda agrícola no governo de Milei, que prometeu uma “revolução” no setor e a duplicação da colheita de cereais para 300 milhões de toneladas, mantendo cautela fiscal. A política de deduções fiscais de exportação (DEX) permanece central, com reduções já aplicadas à soja, ao trigo e ao milho, o que impacta os produtores, principalmente os de oleaginosas, pelo efeito direto nos preços. Também há ênfase em um novo regime de proteção à propriedade intelectual de sementes para estimular inovação, sob críticas sobre o atraso regulatório em comparação com o Brasil. Entidades como ASA e Carbap disputam a adoção da Lei UPOV 1991 e a forma de conciliar custos e controle sobre as sementes, com a expectativa de que as próximas semanas tragam uma solução definitiva.

Resumo: o consumo de caprinos e ovinos no Irã caiu, elevando a demanda por aves e, consequentemente, as importações de milho. com a moeda local em queda, as compras devem cair, tornando as importações mais caras. a lacuna de demanda iraniana pode ser preenchida pela china, que já foi a maior fornecedora do milho brasileiro, mas isso dependerá do preço e dos estoques. um analista destaca que o Irã foi a salvação das exportações brasileiras em 2025 e, sem ele, não seriam atingidas 40 milhões de toneladas escoadas; outro afirma que a china é carta fora do baralho no momento, após ter abastecido seus estoques e prever reduzir compras por três anos. há ainda a visão de que não há outro comprador com o mesmo potencial de absorção no curto prazo. por fim, parte do milho que deixar de ir ao Irã pode ficar no mercado interno para atender à indústria de etanol de milho.

Resumo: Brasil e Espanha avançam na cooperação em irrigação, gestão sustentável da água e desenvolvimento regional, por meio do Memorando de Entendimentos assinado entre o MIDR e o Ministério da Agricultura espanhol em 2025. O secretário nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira, lidera uma delegação com representantes da ANA para intercâmbio de conhecimentos, visitas técnicas a áreas irrigadas e centros de pesquisa na Andaluzia, visando aprender boas práticas, entender marcos regulatórios e fortalecer capacidades institucionais. A missão incluiu visitas ao perímetro irrigado Genil-Cabra, à Comunidade de Irrigantes de Santaella, ao CENTA e à Universidade de Córdoba, com foco em soluções como reutilização de água e uso de gêmeos digitais na agricultura. O objetivo é compartilhar práticas brasileiras, atrair cooperação e investimentos, além de discutir políticas públicas de gestão da água e planejamento hidrológico; a missão será concluída com reunião no Ministério da Agricultura da Espanha.

A guerra no Oriente Médio aumenta a incerteza nas rotas logísticas e no fornecimento de energia, com o estreito de Hormuz, que concentra pelo menos 20% da produção mundial de petróleo, em foco. O Insper Agro Global aponta que desvios de rota, maior percepção de risco e prêmios de seguro elevam os custos de transporte, o que impacta diretamente a cadeia de suprimentos do agronegócio brasileiro. A instabilidade também ameaça o estreito de Bab el-Mandeb e o Canal de Suez, ampliando riscos para o comércio agropecuário global.

Resumo: Durante fiscalização na BR-277, a Polícia Rodoviária Federal flagrou um caminhão com toras de eucalipto transportando 44 toneladas, 15 acima do limite permitido de 29 t. O motorista, de 34 anos, conduzia com CNH suspensa e já havia sido autuado pela mesma infração em dezembro, caracterizando reincidência. O veículo foi retido e o transbordo da carga excedente foi determinado para que o caminhão seguisse dentro dos limites legais. Ao todo, foram registradas 11 autuações. A PRF reforça que o excesso de peso representa risco à segurança, aumenta a distância de frenagem e danifica o pavimento.