
O Agricultural Outlook Forum do USDA, realizado nesta quinta-feira (19), em Arlington, Virginia, trouxe à tona as projeções para as áreas cultivadas de soja, milho e trigo na safra 2026/27 dos Estados Unidos. As previsões indicam uma redução significativa na área destinada ao milho e um aumento notável no cultivo de soja.
De acordo com os dados apresentados, a estimativa de área para o cultivo de soja é de 34,4 milhões de hectares. Esse número representa um crescimento em relação aos 32,86 milhões de hectares registrados na safra anterior de 2025/26.
A área projetada para o milho é de 38,04 milhões de hectares, menor do que os 39,98 milhões de hectares da temporada passada. Isso reforça a tendência de diminuição na produção de milho nos Estados Unidos.
O trigo, por sua vez, apresentou a menor alteração entre as culturas principais, passando de 18,33 milhões para 18,24 milhões de hectares de uma safra para a outra.
Somando soja, milho e trigo, as três principais culturas dos Estados Unidos, a área total projetada é de 90,65 milhões de hectares, ligeiramente inferior em comparação com os 91,18 milhões de hectares da safra anterior.
Essas mudanças refletem as tendências e previsões do mercado agrícola, fatores econômicos e climáticos que afetam as decisões dos produtores norte-americanos.

Em 2025, o PIB brasileiro cresceu 2,3%, mas a dinâmica foi puxada pela desaceleração da componente cíclica, que caiu de 4,5% em 2024 para 1,5% em 2025, refletindo o aperto monetário e uma política fiscal mais neutra. Com arrefecimento do consumo e do investimento doméstico, o crescimento passou a depender mais de fatores exógenos, especialmente agropecuária e indústria extrativa (petróleo). A agropecuária avançou 11,7% em 2025, e, embora sua participação direta no PIB seja de 7,1%, o agronegócio como um todo representa cerca de 25% da economia. O desempenho no ano também mostrou margens de estagnação, com variações dessazonalizadas de 0,3% no 2º trimestre, 0,0% no 3º e 0,1% no 4º. Um efeito de base deprimida sugere a possibilidade de impulso no início de 2026, caso o 1º trimestre registre crescimento YoY próximo de 1,8%. As perspectivas dependem de estímulos em ano eleitoral: a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil (com redução até R$ 7 mil) pode injetar entre 20 e 25 bilhões na economia, estimulando comércio e serviços; além disso, o crédito direcionado e o consignado privado devem acelerar, com possibilidade de antecipar pagamentos de emendas e precatórios no 1º semestre para ampliar o efeito, buscando crescer de forma sustentável sem pressionar a inflação.

Resumo: A Espanha alertou a Organização Mundial da Saúde sobre possível transmissão de pessoa para pessoa do vírus da gripe suína A(H1N1)v na Catalunha. O departamento de saúde catalão classificou o risco para a população como "muito baixo". A pessoa infectada não apresentou sintomas respiratórios, e testes em contatos diretos mostraram que não houve retransmissão. Segundo o El País, o paciente já se recuperou e não teve contato com porcos ou fazendas, levando especialistas a concluir pela transmissão entre pessoas. A situação reacende preocupações sobre o potencial pandêmico se o vírus se recombinar com a influenza humana, embora a OMS não tenha comentado; o histórico remoto inclui notificações da Holanda em 2023 e a pandemia de 2009, causada por um vírus com material genético de porcos, aves e humanos.

Em 2025, a cultura do cacau em Sergipe registrou sua maior expansão desde 2008: o número de agricultores aumentou de 17 para 52 (crescimento de 200%), a área plantada passou de 26 para 51 hectares em oito municípios do sul e centro-sul, e a colheita de amêndoas atingiu 15,9 toneladas (vs. 9,5 em 2024), com vendas estimadas em R$ 442.390 e preço médio de R$ 415,00 por arroba de 15 kg. A produção passou a ter canal de comercialização dentro do estado após a instalação de um posto avançado de compra da Cargill Alimentos, em Arauá, que paga pelo preço de referência do dia via Pix, antes dependente de escoamento para Santo Antônio de Jesus (BA). Além das amêndoas, há venda de mel de cacau a R$ 15 o litro, com 1.000 litros vendidos em 2025. A expansão nasce da crise da laranja e ocorre em sistemas agroflorestais com banana, maracujá e mamão, garantindo renda ao produtor antes da frutificação. O suporte técnico fica por conta da Emdagro (Seagri) em parceria com Ceplac, incluindo distribuição de 10 mil mudas clonadas (CCN51, CCN10, PS1319), 6 Unidades Demonstrativas e 10 kits de irrigação. O principal obstáculo é a dependência de mudas certificadas da Bahia, com o credenciamento do primeiro viveiro no Indiaroba em andamento; a expectativa é produzir 6.000 mudas clonadas por ciclo, atendendo 35 a 40 agricultores familiares. Segundo Jean Carlos Nascimento Ferreira, a presença institucional cobre toda a cadeia, do plantio à comercialização.

Resumo: A cachaça de alambique, patrimônio cultural mineiro desde 2007, ganha o terceiro Centro de Referência na Qualidade da Cachaça, em Salinas, com aporte de R$ 780 mil. Vinculado ao IFNMG, o centro ampliará equipamentos de análise, validará metodologias e capacitará produtores para obter o registro no MAP, reduzindo custos logísticos. A implantação está prevista para 2028, após reformas, aquisição de novos equipamentos e padronização analítica. Enquanto os laudos não começam a ser emitidos, haverá ações de comunicação institucional e parcerias para coleta de amostras. O objetivo é fortalecer a relação entre academia, pesquisa e setor produtivo, elevando a qualidade, a certificação e a atuação regional da cachaça mineira.

Resumo executivo: O Banco do Brasil (BBAS3) encara 2026 sob pressão, com inadimplência acima de 90 dias em 5,17% e o agronegócio em 6,09%. O 1T26 deve confirmar se a recuperação de margens ganha consistência ou se o desconto frente aos bancos privados permanece.