
Redução Histórica do Rebanho Bovino nos EUA em 2025: Impactos nas Cotas Tarifárias e Abate de Gado
A disponibilidade de cotas tarifárias para importações nos EUA foi ampliada, beneficiando principalmente a Argentina. O rebanho bovino americano reduziu pelo sétimo ano consecutivo em 2025, atingindo o menor nível em 75 anos, devido aos altos preços do gado que incentivam a venda de novilhas para carne em vez de reprodução. Em 2026, espera-se uma desaceleração na redução dos abates. Apesar disso, o peso médio das carcaças aumentou 3% em 2025, compensando a queda nos abates, tendência que deve continuar em 2026 com abates de gado mais pesado.
USDA Amplia Cotas Tarifárias e Analisa Cenário Bovino nos EUA
Washington, EUA — O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou uma expansão nas cotas tarifárias para alguns parceiros comerciais chave. Essa medida é esperada para melhorar as condições de comércio para uma parte das importações que chegam ao mercado norte-americano. Entre os principais beneficiados por essa decisão está a Argentina.
Em 2025, o rebanho bovino dos Estados Unidos encolheu pelo sétimo ano consecutivo, atingindo 86,2 milhões de cabeças, uma queda em comparação aos 86,5 milhões do ano anterior. Este é o nível mais baixo registrado em 75 anos. O USDA destacou que os altos preços do gado para engorda têm sido um dos principais fatores responsáveis por prolongar essa tendência de declínio, incentivando os produtores a optarem pela comercialização de novilhas para a produção de carne bovina, ao invés de mantê-las para reprodução.
Previsões para 2026
Para o próximo ano, o USDA projeta uma nova redução nos abates, embora em um ritmo menos acelerado que em 2025. A limitação continuará sendo guiada pelos estoques menores em confinamentos. As tendências de estoque e as restrições contínuas às importações de gado vivo indicam que as reduções nos abates não serão tão drásticas quanto as vistas em 2025.
Mesmo com a diminuição no abate, o aumento no peso médio das carcaças ajudou a mitigar as reduções. Este ganho em produtividade foi possível graças a dois fatores primordiais: a redução do abate de vacas e o direcionamento do abate para novilhos e novilhas mais pesados, além dos confinamentos mais longos.
Projeções de Peso Médio e Impacto Econômico
- O peso médio da carcaça em 2025 foi 3% superior ao do ano anterior.
- A tendência de aumento no peso médio deve continuar em 2026.
A continuidade no abate de vacas em uma parcela menor do total e a prática de alimentar o gado confinado até atingir pesos maiores têm como objetivo aumentar o retorno para os confinadores e frigoríficos.
"Esperamos que essa estratégia continue ajudando a balancear o impacto econômico das reduções no rebanho, oferecendo melhores retornos financeiros para os envolvidos na cadeia de carne bovina", analisa o USDA.




