
Washington, EUA — O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou uma expansão nas cotas tarifárias para alguns parceiros comerciais chave. Essa medida é esperada para melhorar as condições de comércio para uma parte das importações que chegam ao mercado norte-americano. Entre os principais beneficiados por essa decisão está a Argentina.
Em 2025, o rebanho bovino dos Estados Unidos encolheu pelo sétimo ano consecutivo, atingindo 86,2 milhões de cabeças, uma queda em comparação aos 86,5 milhões do ano anterior. Este é o nível mais baixo registrado em 75 anos. O USDA destacou que os altos preços do gado para engorda têm sido um dos principais fatores responsáveis por prolongar essa tendência de declínio, incentivando os produtores a optarem pela comercialização de novilhas para a produção de carne bovina, ao invés de mantê-las para reprodução.
Para o próximo ano, o USDA projeta uma nova redução nos abates, embora em um ritmo menos acelerado que em 2025. A limitação continuará sendo guiada pelos estoques menores em confinamentos. As tendências de estoque e as restrições contínuas às importações de gado vivo indicam que as reduções nos abates não serão tão drásticas quanto as vistas em 2025.
Mesmo com a diminuição no abate, o aumento no peso médio das carcaças ajudou a mitigar as reduções. Este ganho em produtividade foi possível graças a dois fatores primordiais: a redução do abate de vacas e o direcionamento do abate para novilhos e novilhas mais pesados, além dos confinamentos mais longos.
A continuidade no abate de vacas em uma parcela menor do total e a prática de alimentar o gado confinado até atingir pesos maiores têm como objetivo aumentar o retorno para os confinadores e frigoríficos.
"Esperamos que essa estratégia continue ajudando a balancear o impacto econômico das reduções no rebanho, oferecendo melhores retornos financeiros para os envolvidos na cadeia de carne bovina", analisa o USDA.

Resumo: O Ministério da Agricultura está negociando com a Fazenda um aumento de 10% nos recursos do Plano Safra 2026/27 em relação ao ciclo anterior, o que pode elevar o volume destinado à agricultura empresarial para próximo de R$ 570 bilhões. A agricultura familiar fica sob a condução de outro ministério. O objetivo é manter a taxa de juros “teto” em um dígito, e o novo Plano Safra deve ser anunciado em 1º de julho.

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