
Em um significativo movimento para promover a agricultura familiar, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, anunciou um investimento de R$ 137,8 milhões para a edição 2026 do Programa Terra Boa. Este anúncio foi realizado durante a abertura do Itaipu Rural Show, em Pinhalzinho, ressaltando o compromisso do estado com o setor agropecuário.
O novo aporte representa um aumento de 18% em relação ao ano anterior, quando foram aplicados R$ 116,9 milhões. Com este incremento, a expectativa é beneficiar mais de 69 mil agricultores familiares, superando os 64 mil produtores atendidos no ano passado. Este crescimento consolida o Terra Boa como uma política pública central para o apoio aos agricultores catarinenses.
Desde sua criação em 1983, o Terra Boa tem sido uma pedra angular nas iniciativas da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape). O programa visa amplificar a produtividade das lavouras, fortalecer a produção pecuária e incentivar a diversificação de culturas. Dessa forma, promove o aumento da renda de famílias rurais por meio do acesso a insumos essenciais.
O programa é operacionalizado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro) em cooperação com a Sape e a Epagri. A execução também conta com parcerias de cooperativas e casas agropecuárias credenciadas, criando uma rede robusta de apoio ao agricultor.
"O Terra Boa é fruto de um trabalho integrado entre Estado, cooperativas e parceiros, com o objetivo de levar insumos e assistência técnica ao produtor rural. Esse apoio é fundamental para aumentar a produtividade e ampliar a renda das famílias," destacou o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.
Entre as inovações para 2026 está o Projeto Sementes de Arroz, destinado a fortalecer a orizicultura no estado, com a distribuição prevista de 77 mil sacas de sementes selecionadas.
Essas ações buscam melhorar não apenas a produtividade agrícola, mas também o melhoramento genético dos enxames de abelhas, aumentando a eficiência e a eficácia na produção.
O Terra Boa também apoia o cultivo de até 6 mil hectares de cereais de inverno e sorgo granífero, que se destinam à fabricação de ração animal. Para participar do programa, os agricultores devem buscar as orientações nos escritórios municipais da Epagri para critérios de participação e retirada dos insumos.

Resumo: A Espanha alertou a Organização Mundial da Saúde sobre possível transmissão de pessoa para pessoa do vírus da gripe suína A(H1N1)v na Catalunha. O departamento de saúde catalão classificou o risco para a população como "muito baixo". A pessoa infectada não apresentou sintomas respiratórios, e testes em contatos diretos mostraram que não houve retransmissão. Segundo o El País, o paciente já se recuperou e não teve contato com porcos ou fazendas, levando especialistas a concluir pela transmissão entre pessoas. A situação reacende preocupações sobre o potencial pandêmico se o vírus se recombinar com a influenza humana, embora a OMS não tenha comentado; o histórico remoto inclui notificações da Holanda em 2023 e a pandemia de 2009, causada por um vírus com material genético de porcos, aves e humanos.

Em 2025, a cultura do cacau em Sergipe registrou sua maior expansão desde 2008: o número de agricultores aumentou de 17 para 52 (crescimento de 200%), a área plantada passou de 26 para 51 hectares em oito municípios do sul e centro-sul, e a colheita de amêndoas atingiu 15,9 toneladas (vs. 9,5 em 2024), com vendas estimadas em R$ 442.390 e preço médio de R$ 415,00 por arroba de 15 kg. A produção passou a ter canal de comercialização dentro do estado após a instalação de um posto avançado de compra da Cargill Alimentos, em Arauá, que paga pelo preço de referência do dia via Pix, antes dependente de escoamento para Santo Antônio de Jesus (BA). Além das amêndoas, há venda de mel de cacau a R$ 15 o litro, com 1.000 litros vendidos em 2025. A expansão nasce da crise da laranja e ocorre em sistemas agroflorestais com banana, maracujá e mamão, garantindo renda ao produtor antes da frutificação. O suporte técnico fica por conta da Emdagro (Seagri) em parceria com Ceplac, incluindo distribuição de 10 mil mudas clonadas (CCN51, CCN10, PS1319), 6 Unidades Demonstrativas e 10 kits de irrigação. O principal obstáculo é a dependência de mudas certificadas da Bahia, com o credenciamento do primeiro viveiro no Indiaroba em andamento; a expectativa é produzir 6.000 mudas clonadas por ciclo, atendendo 35 a 40 agricultores familiares. Segundo Jean Carlos Nascimento Ferreira, a presença institucional cobre toda a cadeia, do plantio à comercialização.

Resumo: A cachaça de alambique, patrimônio cultural mineiro desde 2007, ganha o terceiro Centro de Referência na Qualidade da Cachaça, em Salinas, com aporte de R$ 780 mil. Vinculado ao IFNMG, o centro ampliará equipamentos de análise, validará metodologias e capacitará produtores para obter o registro no MAP, reduzindo custos logísticos. A implantação está prevista para 2028, após reformas, aquisição de novos equipamentos e padronização analítica. Enquanto os laudos não começam a ser emitidos, haverá ações de comunicação institucional e parcerias para coleta de amostras. O objetivo é fortalecer a relação entre academia, pesquisa e setor produtivo, elevando a qualidade, a certificação e a atuação regional da cachaça mineira.

Resumo executivo: O Banco do Brasil (BBAS3) encara 2026 sob pressão, com inadimplência acima de 90 dias em 5,17% e o agronegócio em 6,09%. O 1T26 deve confirmar se a recuperação de margens ganha consistência ou se o desconto frente aos bancos privados permanece.

Resumo: O governo revogou o decreto que previa a concessão privada das hidrovias amazônicas, e o tema continua em estudos. O ministro Silvio Costa Filho afirmou que a suspensão não interrompe os estudos, que seguem em cinco frentes (dois no BNDES e três na Infra S.A.) com consultas públicas e ampliação do diálogo com a população, movimentos sociais e setor produtivo. Indígenas realizaram protestos contra a medida, chegando a ocupar a Cargill em Santarém e a realizar ações em São Paulo e Brasília; a revogação foi justificada pelo “risco de vida” decorrente das manifestações.