
A semana que antecedeu o recesso de Carnaval trouxe alterações significativas no mercado de etanol em São Paulo, apontando uma baixa notável na movimentação. Em um estudo realizado pelo Cepea entre 9 e 13 de fevereiro, detectou-se que o volume comercializado no mercado spot paulista se posicionou como o segundo menor de 2026. Neste cenário, muitos compradores optaram pela aquisição de pequenos volumes por meio dessa modalidade.
Este comportamento refletiu-se diretamente nos preços. O Indicador CEPEA/ESALQ para o etanol hidratado no estado de São Paulo registrou uma queda, fechando a R$ 3,0203/litro (com deduções de ICMS e PIS/Cofins), representando um decréscimo de 0,96% em comparação ao período anterior. Em paralelo, o etanol anidro também apresentou recuo com o mesmo indicador de preço encerrando a R$ 3,4120/litro, sem contar o PIS/Cofins, uma redução de 2,23% na comparação com a semana anterior.
Pesquisadores do Cepea enfatizam que, durante a entressafra, é comum que o abastecimento do mercado ocorra principalmente por meio de contratos previamente firmados entre as usinas e distribuidoras, resultando na baixa liquidez do mercado spot neste período. Vale ressaltar que, na primeira semana de fevereiro, o indicador CEPEA/ESALQ para o etanol hidratado já havia finalizado em R$ 3,0496/litro, líquido de ICMS e PIS/Cofins, marcando uma queda de 1,26% ante ao período anterior. Este foi o primeiro movimento de desvalorização registrado desde a primeira dezena de outubro de 2025.

Mato Grosso iniciou 2026 com impulso no mercado de trabalho, fortemente puxado pelo agronegócio. Em janeiro, o estado gerou 18.731 empregos formais, sendo 10.074 novas vagas na agropecuária — o que representa 43,7% das vagas do setor no Brasil e faz de MT o segundo maior gerador de empregos no setor, atrás apenas do Rio Grande do Sul (11.139 vagas). A agropecuária respondeu por 54% das contratações no estado. A soja liderou as vagas do setor, com 7.299 empregos (72%), seguida por bovinos para corte (804), milho (497) e serviços de preparo, cultivo e colheita. As cidades com maior geração de empregos foram Sorriso (779), Nova Mutum (403), Brasnorte (386), Primavera do Leste (368) e Pedra Preta (351). Segundo o IBGE, houve variação positiva de 2,04 milhões de toneladas na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em janeiro de 2026 em relação ao mês anterior, apontando manutenção do forte nível de produção iniciado em 2025. O secretário Anderson Lombardi ressaltou a força da economia mato-grossense e o papel central da agropecuária no dinamismo regional.

Resumo: O texto aborda o fortalecimento do financiamento e do desempenho no agronegócio. A Opea planeja dobrar o volume de operações no setor até 2026, ampliando ativos sob gestão (hoje perto de R$ 4,9 bilhões, com 88% no rural) e promovendo estruturas como Fiagros FIDC, além de mirar investidores estrangeiros; em 2025 estruturou um título de crédito do agro de US$ 56 milhões listado na Bolsa de Viena e pretende alcançar 2–3 vezes esse volume em 2026. A Syngenta registrou R$ 77 milhões em resgates no programa Acessa Agro, com mais de 19 mil itens resgatados e 110 mil clientes engajados, enfatizando a eficiência da fidelização. A Inpasa investiu R$ 9 milhões em FortiPro, linha de nutrição animal baseada em DDGS, incluindo R$ 4 milhões para laboratório em Sidrolândia (MS) e R$ 5 milhões para marketing; a empresa produz aproximadamente 3,3 milhões de toneladas de DDGS por ano. No setor de confeitaria, a indústria de biscoitos, massas, pães e bolos industrializados espera crescimento de 3% a 5% na Colomba Pascal neste ano, impulsionada por preços do chocolate, demanda de presentes e novidades de formatos e sabores. Dados da NielsenIQ, encomendados pela Abimapi, apontam 8,4 mil toneladas e R$ 120 milhões em vendas na categoria em 2025. Por fim, a onda de recuperações judiciais no agro é apresentada como sintoma de falhas de gestão, com ênfase na necessidade de profissionalização, disciplina de capital e liquidez, conforme Otavio Lopes, da EY.

Em 2025, o PIB brasileiro cresceu 2,3%, mas a dinâmica foi puxada pela desaceleração da componente cíclica, que caiu de 4,5% em 2024 para 1,5% em 2025, refletindo o aperto monetário e uma política fiscal mais neutra. Com arrefecimento do consumo e do investimento doméstico, o crescimento passou a depender mais de fatores exógenos, especialmente agropecuária e indústria extrativa (petróleo). A agropecuária avançou 11,7% em 2025, e, embora sua participação direta no PIB seja de 7,1%, o agronegócio como um todo representa cerca de 25% da economia. O desempenho no ano também mostrou margens de estagnação, com variações dessazonalizadas de 0,3% no 2º trimestre, 0,0% no 3º e 0,1% no 4º. Um efeito de base deprimida sugere a possibilidade de impulso no início de 2026, caso o 1º trimestre registre crescimento YoY próximo de 1,8%. As perspectivas dependem de estímulos em ano eleitoral: a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil (com redução até R$ 7 mil) pode injetar entre 20 e 25 bilhões na economia, estimulando comércio e serviços; além disso, o crédito direcionado e o consignado privado devem acelerar, com possibilidade de antecipar pagamentos de emendas e precatórios no 1º semestre para ampliar o efeito, buscando crescer de forma sustentável sem pressionar a inflação.

Resumo: A Espanha alertou a Organização Mundial da Saúde sobre possível transmissão de pessoa para pessoa do vírus da gripe suína A(H1N1)v na Catalunha. O departamento de saúde catalão classificou o risco para a população como "muito baixo". A pessoa infectada não apresentou sintomas respiratórios, e testes em contatos diretos mostraram que não houve retransmissão. Segundo o El País, o paciente já se recuperou e não teve contato com porcos ou fazendas, levando especialistas a concluir pela transmissão entre pessoas. A situação reacende preocupações sobre o potencial pandêmico se o vírus se recombinar com a influenza humana, embora a OMS não tenha comentado; o histórico remoto inclui notificações da Holanda em 2023 e a pandemia de 2009, causada por um vírus com material genético de porcos, aves e humanos.

Em 2025, a cultura do cacau em Sergipe registrou sua maior expansão desde 2008: o número de agricultores aumentou de 17 para 52 (crescimento de 200%), a área plantada passou de 26 para 51 hectares em oito municípios do sul e centro-sul, e a colheita de amêndoas atingiu 15,9 toneladas (vs. 9,5 em 2024), com vendas estimadas em R$ 442.390 e preço médio de R$ 415,00 por arroba de 15 kg. A produção passou a ter canal de comercialização dentro do estado após a instalação de um posto avançado de compra da Cargill Alimentos, em Arauá, que paga pelo preço de referência do dia via Pix, antes dependente de escoamento para Santo Antônio de Jesus (BA). Além das amêndoas, há venda de mel de cacau a R$ 15 o litro, com 1.000 litros vendidos em 2025. A expansão nasce da crise da laranja e ocorre em sistemas agroflorestais com banana, maracujá e mamão, garantindo renda ao produtor antes da frutificação. O suporte técnico fica por conta da Emdagro (Seagri) em parceria com Ceplac, incluindo distribuição de 10 mil mudas clonadas (CCN51, CCN10, PS1319), 6 Unidades Demonstrativas e 10 kits de irrigação. O principal obstáculo é a dependência de mudas certificadas da Bahia, com o credenciamento do primeiro viveiro no Indiaroba em andamento; a expectativa é produzir 6.000 mudas clonadas por ciclo, atendendo 35 a 40 agricultores familiares. Segundo Jean Carlos Nascimento Ferreira, a presença institucional cobre toda a cadeia, do plantio à comercialização.