
A Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) anunciou a inclusão oficial da raça Limousin no seu Registro Genealógico (Herd-Book), destacando seu papel na certificação e controle das principais raças bovinas de corte do país. Originária da França, a Limousin está no Brasil há mais de um século, sendo reconhecida por sua elevada produtividade, adaptabilidade ao clima brasileiro e pela excelente qualidade de suas carcaças.
Juliana Souza, superintendente suplente de Registro Genealógico da ANC, afirmou que a crescente procura por registros oficiais reflete a busca por mais eficiência, transparência e rastreabilidade na pecuária moderna. Segundo ela, o registro genealógico permite rastrear a origem dos animais com precisão, oferecendo segurança tanto para compradores quanto para vendedores.
Ela enfatiza que o controle genealógico não é mais apenas um diferencial, mas uma ferramenta estratégica fundamental para fortalecer e valorizar a raça Limousin no Brasil.
Fabiano Mendes dos Santos, presidente da Associação Brasileira de Limousin (ABL), vê a inclusão como um avanço significativo. Ele destaca o conhecimento da ANC em registros genealógicos e melhoramento genético, especialmente através do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), que é reconhecido nacionalmente.
Santos acredita que a integração trará benefícios técnicos e financeiros, diminuindo assim os custos operacionais e permitindo maiores investimentos na promoção da raça. Ele agradeceu à ANC pela nova parceria e enfatizou o potencial de expansão da raça no mercado brasileiro.
Com a inclusão no Herd-Book da ANC, a raça Limousin adentra um novo capítulo na pecuária de corte nacional. Essa ação reforça o compromisso das entidades com a inovação genética, sustentabilidade e qualidade na produção de carne bovina.
As expectativas são de expansão e fortalecimento da raça Limousin, contribuindo significativamente para o desenvolvimento pecuário no Brasil.
Em outra frente, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da cana-de-açúcar em sequeiro. Este é o primeiro desde a revogação do Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar (ZAE Cana) em 2019.
O novo Zarc foi atualizado com dados climáticos de 1992 a 2022 e incorpora municípios antes restritos. Foi adotada uma metodologia moderna, avaliando mais classes de solo e riscos climáticos.
De acordo com Santiago Cuadra, da Embrapa Agricultura Digital, houve pequenas alterações nos riscos em áreas como a Amazônia e Pantanal. A cana-de-açúcar para etanol exige seis meses sem chuvas, o que limita o cultivo na Amazônia. No Pantanal, as altas temperaturas são desfavoráveis.
Houve inclusão de novas áreas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O Zarc também ampliou sua abrangência para a produção agrícola familiar, exceto no semiárido nordestino devido à falta de água e regiões com geadas frequentes.
A cana-de-açúcar ocupa entre 9,1 e 10,2 milhões de hectares no Brasil, principal foco no Centro-Sul. São Paulo lidera com 50% das plantações, seguido por Goiás e Minas Gerais.
O novo Zarc define regiões mais propícias ao cultivo, classificando-as de acordo com o risco de perdas. Fatores como capacidade de armazenamento de água, regime de chuvas e ciclo da cultura foram considerados.
O Zarc é uma estratégia essencial de mitigação de riscos na agricultura, orientando sobre épocas de plantio de mais de 50 culturas. É uma ferramenta importante para gestão de riscos climáticos e é integrado em políticas públicas. A adesão ao Zarc torna-se obrigatória em algumas operações de crédito rural e pode ser consultada via aplicativos e painéis online.

Sumário: Em entrevista realizada durante um dia de campo na lavoura de milho safrinha, Fábio Christovam, da RouteLife & AgroShield Seguros, explica como o seguro agrícola funciona como ferramenta de estabilidade para produtores. O destaque é o planejamento antecipado para entrar na fila da subvenção governamental federal e estadual, que reduz o custo da proteção. Mesmo quem já foi plantado pode contratar, mediante avaliação técnica, com a vantagem da cobertura de replantio caso haja atraso na emergência das plantas devido às chuvas. O seguro é dividido em estágios: replantio até 15 cm e, depois, a cobertura básica contra eventos climáticos severos. Em caso de sinistro, peritos avaliam o laudo inicial, e na colheita ocorre nova perícia para validar a produtividade, liberando indenização pela diferença entre o garantido e o rendimento efetivo. A RouteLife oferece portfólio amplo para o agronegócio, com visitas técnicas às propriedades, cotações personalizadas sem custo e atendimento no campo e na cidade; seguros de vida, automóveis e empresariais também integram a oferta.

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O vereador Pedro Kawai (PSDB) visitou a SCI-AGRO, empresa vencedora na categoria de médio porte no 18º Destaque Industrial promovido pelo Ciesp-Piracicaba. A premiação, que homenageou 15 empresas em 2025, reconhece indústrias de vários portes e uma categoria especial com impacto econômico e social significativo. Durante a visita, Kawai conheceu a estrutura e o funcionamento da SCI-AGRO, um laboratório de análises químicas e biológicas que contribui para o desenvolvimento da região. A empresa destaca-se por seu rigor técnico, empregando mais de 100 colaboradores.

O Sistema Faep e outras entidades do setor agropecuário entregaram um documento ao Instituto Água e Terra solicitando ajustes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná. A proposta visa simplificar processos burocráticos que impactam cadeias produtivas como bovinocultura e avicultura, que atualmente enfrentam insegurança jurídica. Paralelamente, o Hackathon Show Rural Digital Coopavel, marcado para fevereiro, busca soluções inovadoras para o agronegócio, destacando-se como um impulsionador da transformação digital no setor. Em Goiás, o Valor Bruto da Produção Agropecuária cresceu 13,6% em 2025, reforçado principalmente pela soja, bovinocultura e milho. O Relatório de Perspectivas para Commodities 2026 da StoneX aponta uma estabilidade no setor de commodities, com riscos geopolíticos e impactos nos custos de fertilizantes. A economia global mostra crescimento, mas enfrenta incertezas políticas e econômicas.

A fruticultura de Santa Catarina celebra uma melhora nas exportações de maçãs com a realização de inspeções fitossanitárias diretamente nos packing houses, fortalecendo a segurança e a credibilidade do produto. Essa decisão, fruto de uma parceria entre entidades como a Faesc e ABPM, garante conformidade sanitária e solidifica a competitividade do estado, consolidando-o como referência na produção de maçãs no Brasil. Além disso, a Reforma Tributária, em vigor a partir de 2026, trará mudanças significativas para os produtores, como a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), demandando adaptação e planejamento tributário. A implementação da Nota Fiscal Fácil e do CNPJ Alfanumérico são outras inovações que prometem simplificar processos fiscais e melhorar a identificação dos produtores.