
Importações Recorde de Fertilizantes e Avanço nas Exportações Fortalecem a Agricultura Brasileira em 2025
As importações de fertilizantes no Brasil atingiram um recorde de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando as 44,28 milhões de toneladas do ano anterior, segundo o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado no final de janeiro de 2026. Esse aumento nas importações ressalta o cenário positivo para a agricultura do Brasil, com os produtores dispostos a expandir plantações de grãos e aumentar a produtividade das lavouras.
Os estados do Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo de fertilizantes, reforçando sua importância na produção agrícola nacional. Os portos de Paranaguá, Santos e do Arco Norte foram os principais responsáveis pelo volume importado, que cresceu 1,22 milhão de toneladas em comparação com 2024.
O Porto de Paranaguá manteve-se como o principal canal de entrada de fertilizantes, apesar de uma leve redução no volume importado. Os portos do Arco Norte mostraram um aumento significativo, enquanto o Porto de Santos registrou uma queda nas importações.
No âmbito das exportações, o Brasil registrou crescimento nas vendas externas de milho, soja e farelo de soja. Em 2025, as exportações dessas commodities totalizaram 172,3 milhões de toneladas, um aumento de 6,21% em relação a 2024. O fortalecimento logístico foi destacado, especialmente nos portos de Paranaguá e Arco Norte, com estados como Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul atuando como principais origens de carga.
O mercado de fretes rodoviários apresentou estabilidade nos preços em dezembro, com oscilações regionais devido à menor movimentação de grãos e maior oferta de caminhões. Houve aumentos pontuais em algumas regiões devido aos custos de diesel e menor demanda agrícola.
Para o início de 2026, a expectativa é de que o mercado de fretes continue equilibrado, mas com potencial aquecimento a partir de janeiro, relacionado ao aumento da colheita de soja e movimentação agrícola.
O Boletim Logístico da Conab fornece análises sobre o desempenho das exportações, logística e movimentação de cargas no setor agropecuário brasileiro, refletindo a dinâmica e robustez da produção agrícola nacional.

O governo atualizou os percentuais de bônus do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) para fevereiro, ampliando os descontos no Pronaf para produtores familiares. Os ajustes visam proteger a renda dos agricultores frente às discrepâncias entre os preços de mercado e os valores de garantia. Destaques incluem a manga no Rio de Janeiro e São Paulo, batata no Paraná e cebola no Rio Grande do Sul. Mudanças na lista de produtos beneficiados incluem a adição do milho na Bahia e a exclusão de produtos como tomate e abacaxi. No Sul do Brasil, a colheita de milho continua com baixo ritmo de negociações devido ao clima instável. Na Bolsa de Chicago, o mercado de milho permanece estável, sustentado pela demanda global e aumento nas exportações dos EUA. Na B3, os preços futuros encerram estáveis, refletindo a baixa liquidez e as negociações internas lentas. As perspectivas indicam estabilidade nos preços a curto prazo, com atenção ao impacto da nova safra e exportações.

A Região Sul do Brasil concentra 85% da produção nacional de trigo, com o Rio Grande do Sul e o Paraná sendo os principais produtores. O mercado interno de trigo está focado em grãos de alta qualidade, levando a importações significativas para equilibrar a demanda. O Brasil deve importar cerca de 7,3 milhões de toneladas no ciclo 2025/26. Globalmente, o USDA projeta uma safra recorde de trigo, com a Argentina aumentando sua oferta exportável. No cenário econômico, o Banco Central do Brasil mantém a estabilidade cambial, ajudando a controlar a inflação e influenciar custos de produção.

A preferência chinesa pela soja brasileira é sustentada por uma relação de preços favoráveis, apesar das pressões no mercado interno devido ao câmbio valorizado e avanço da colheita. Segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os preços voltaram a mínimas, aumentando a dependência da demanda externa para o escoamento da produção nacional. O acesso a esse conteúdo é exclusivo para usuários cadastrados no Agrolink.

O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, ligeiramente inferior à alta de 0,25% em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula aumento de 4,50%. Habitação e Transportes caíram, enquanto Saúde e cuidados pessoais lideraram o aumento com alta de 0,81%. Alimentação e bebidas aceleraram, com alta influenciada por tomates e batata-inglesa. Embora passagens aéreas e transporte urbano tenham caído em Transportes, combustíveis subiram 1,25%.

O setor de lácteos da Argentina, em 2025, alcançou seu melhor desempenho externo em 12 anos, graças à modernização da cadeia produtiva e condições de mercado favoráveis. O país exportou 425.042 toneladas de produtos lácteos, gerando US$ 1,69 bilhão, um aumento de 11% em volume e 20% em valor em relação ao ano anterior. O volume exportado representou 27% da produção nacional, que atingiu 11,618 bilhões de litros, o maior da década. O leite em pó integral liderou as exportações, com o Brasil como principal parceiro. A expansão do setor leiteiro integra um crescimento mais amplo do agronegócio argentino.