
El Niño muito forte eleva alerta climático para o agronegócio brasileiro
Previsões de órgãos oficiais brasileiros e da NOAA indicam probabilidade superior a 90% de El Niño muito forte, com chance de 97% de persistência até o início da primavera de 2027 no Hemisfério Norte. No primeiro semestre de 2026, o seguro rural teve arrecadação e indenizações desiguais em estados do Norte e do Nordeste.
Super El Niño amplia o alerta de risco climático para o agro
Previsões de órgãos oficiais indicam probabilidade superior a 90% de o fenômeno El Niño apresentar intensidade muito forte no trimestre entre setembro e novembro, com permanência prevista pelo menos até o início de 2027. A leitura é atribuída ao INMET, ao INPE, à ANA e ao Cemaden e reforça o alerta de risco climático para o agronegócio brasileiro.
Em atualização de setembro de 2026, a NOAA apontou probabilidade superior a 90% de o El Niño atingir a categoria muito forte no outono e no inverno de 2026/27 do Hemisfério Norte. A mesma agência estima em 97% a chance de o fenômeno persistir até o início da primavera de 2027 no Hemisfério Norte.
Produção agrícola em 2024
Em recorte anterior, o IBGE registrou que, em 2024, o valor da produção agrícola brasileira caiu 3,9% e totalizou R$ 783,2 bilhões. A retração é associada a eventos climáticos do El Niño 2023/24 e a enchentes históricas.
Seguro rural no primeiro semestre de 2026
Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) relativos ao primeiro semestre de 2026 mostram movimentos distintos de arrecadação e de indenização em estados do Norte e do Nordeste.
Em Pernambuco, a arrecadação do Seguro Rural atingiu R$ 21,25 milhões, com crescimento de 11,2% em relação ao mesmo período anterior. As indenizações somaram R$ 1,32 milhão.
No Pará, a arrecadação alcançou R$ 80,86 milhões, com retração de 17,8%. As indenizações chegaram a R$ 6,63 milhões, alta de 8,1%.
Rondônia registrou arrecadação de R$ 80,59 milhões. As indenizações atingiram R$ 16,40 milhões, crescimento de 47,5%.
No Amazonas, a arrecadação cresceu 13,6% e chegou a R$ 2,06 milhões. As indenizações alcançaram R$ 820 mil, alta de 79,5%.
Em Roraima, a arrecadação foi de R$ 6,96 milhões. As indenizações somaram R$ 770 mil, avanço de 73,5%.
O Amapá apresentou crescimento de 337,8% na arrecadação, que atingiu R$ 1,78 milhão. As indenizações ficaram em R$ 80 mil.
No Ceará, a arrecadação alcançou R$ 16,87 milhões, alta de 9,5%.
Alagoas registrou R$ 9,20 milhões em arrecadação e R$ 510 mil em indenizações, com aumento de 177,6% no valor indenizado.




