
Espírito Santo testa pela primeira vez no Brasil o uso de gás natural na secagem de café
Um projeto piloto no Espírito Santo, com investimento inicial de R$ 1 milhão, testa pela primeira vez no Brasil o uso de gás natural na secagem de café. Entre maio e agosto, 9.400 sacas de conilon passaram pelos testes na Fazenda Chapadão, em Linhares.
Um projeto piloto no Espírito Santo testa pela primeira vez no Brasil o uso de gás natural na secagem de café, com investimento inicial de R$ 1 milhão, segundo a ES Gás e a CNN Brasil.
Os testes ocorreram na Fazenda Chapadão, em Linhares. Entre maio e agosto, 9.400 sacas de 60 kg de café conilon passaram pelo secador a gás natural, conforme Fabio Lancelotti, da ES Gás.
Os primeiros resultados do projeto foram apresentados durante o Vitória Coffee Summit 2026, em Vitória. A CNN Brasil informa que o evento terminou no sábado (22). A Conexão ES relata que o encontro foi realizado nos dias 20 e 21 de agosto, no Cais das Artes.
Rendimento, qualidade e consumo
Nos testes com temperaturas entre 120°C e 140°C, a secagem a gás registrou rendimento de 39,73 sacas de café seco ante 38,15 sacas no processo a lenha, o que representa um ganho potencial de 4,15%, de acordo com dados preliminares do projeto. O sistema a gás operou entre 120°C e 140°C, enquanto o a lenha ficou entre 150°C e 250°C. O ganho é atribuído ao uso de gás natural e ao maior controle de temperatura no processo de secagem.
A incidência de notas de fumaça caiu de 27% nas amostras comparativas a lenha para 1% nas amostras de café submetidas à secagem com gás natural, segundo a JDE Peet's. Ainda de acordo com esses dados, 93% das amostras secas com gás atingiram perfil sensorial Neutro ou superior. A redução das notas de fumaça é atribuída à substituição da lenha pelo gás natural e ao controle térmico na secagem.
Na faixa de temperatura entre 120°C e 160°C, o consumo médio de gás natural foi de 13,76 metros cúbicos por saca de café. Nessa faixa, o tempo de secagem variou entre 13 e 17 horas.




