
EUA e China avançam em acordos comerciais e prorrogam trégua; veja o cenário tarifário para a soja
Os governos dos EUA e da China anunciaram o mecanismo '30-for-30' e estenderam sua trégua comercial até janeiro de 2027. As movimentações ocorrem enquanto a soja brasileira mantém vantagem tarifária sobre o produto norte-americano no mercado chinês.
Em 27 de setembro de 2026, os governos dos Estados Unidos e da China anunciaram a criação do mecanismo “30-for-30”, estabelecido no âmbito do U.S.-China Board of Trade. A iniciativa engloba listas de produtos cujo comércio bilateral atinge aproximadamente US$ 30 bilhões em cada direção, utilizando o ano de 2024 como referência. O mecanismo não configura um compromisso direto de compra, mas atua como uma ferramenta para viabilizar possíveis reduções tarifárias recíprocas entre os dois países.
Pouco depois, em 5 de outubro de 2026, o Secretário do Tesouro dos EUA e o vice-premiê chinês decidiram prorrogar a trégua comercial vigente. O prazo, que se encerraria em 10 de novembro de 2026, foi estendido para 10 de janeiro de 2027.
O cenário tarifário da soja As negociações sino-americanas ocorrem em um contexto onde o agronegócio brasileiro possui uma vantagem tarifária no mercado chinês de soja. Atualmente, a oleaginosa do Brasil paga uma tarifa de importação de 3% para entrar na China. Em contrapartida, a soja norte-americana enfrenta uma taxação total de 13% no país asiático, composta pela tarifa normal de 3% acrescida de uma sobretaxa de 10% que está em vigor desde maio de 2025.
Histórico de compromissos de compra A aproximação comercial recente sucede outros arranjos firmados em períodos anteriores. Em outubro de 2025, durante a assinatura do Acordo de Busan, a China assumiu o compromisso de adquirir 25 milhões de toneladas anuais de soja dos Estados Unidos entre os anos de 2026 e 2028, uma medida mencionada à época no contexto de viabilizar uma trégua comercial.
Posteriormente, em maio de 2026, a Casa Branca chegou a anunciar que o governo chinês se comprometeria a comprar pelo menos US$ 17 bilhões anuais em produtos agropecuários norte-americanos, também para o período de 2026 a 2028. Contudo, sobre este anúncio específico de maio, não houve confirmação por parte do governo da China.




