
EUA reduzem cota de açúcar do Brasil para 2027; Nordeste estima crescimento na produção
O governo dos EUA reduziu a cota de importação de açúcar bruto do Brasil para 100 mil toneladas no ano fiscal de 2027. Paralelamente, a produção no Nordeste tem estimativa de alta para a safra 2026/27, enquanto as exportações totais brasileiras recuaram em agosto de 2026.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) determinou uma redução na cota tarifária de importação de açúcar bruto do Brasil. Para o ano fiscal americano de 2027 — período compreendido entre 1º de outubro de 2026 e 30 de setembro de 2027 —, o volume limite passará de 155.993 toneladas para 100.000 toneladas. A mudança representa um corte de 35,9% na cota de exportação preferencial brasileira para o mercado dos Estados Unidos.
Enquanto o cenário internacional aponta para restrições na cota americana futura, as estimativas regionais de produção no Brasil são de crescimento. De acordo com dados do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), vinculado ao Banco do Nordeste, o setor sucroenergético da região projeta uma safra 2026/27 maior. A estimativa é que o Nordeste produza 3,63 milhões de toneladas de açúcar no ciclo, o que equivale a um avanço de 10,3% em comparação à safra anterior.
Em relação ao desempenho comercial recente do país como um todo, os embarques gerais registraram retração. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Brasil exportou 2,6977 milhões de toneladas de açúcar no mês de agosto de 2026. O resultado aponta uma queda de 27,5% no volume exportado em relação ao mesmo mês de 2025.




