
Falta de silos na fazenda deixa produtor de milho refém da volatilidade no pico da oferta
A produção brasileira de milho está estimada em 141,8 milhões de toneladas nesta temporada pelo IBGE. No pico da colheita da segunda safra, o frete rodoviário pode encarecer entre 20% e 30% no Centro-Oeste e no Matopiba, enquanto a falta de armazenagem na propriedade deixa o produtor refém da volatilidade, segundo especialista.
A produção brasileira de milho está estimada em 141,8 milhões de toneladas nesta temporada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume chega em um momento em que o escoamento se concentra e o custo logístico tende a subir nas principais praças produtoras.
Segundo a nstech, o custo do transporte rodoviário pode subir entre 20% e 30% nos momentos de maior demanda nas regiões Centro-Oeste e Matopiba. A variação ocorre no pico da colheita da segunda safra, em razão da concentração do escoamento e do aumento da demanda por caminhões.
Nesse contexto, a capacidade de guardar o grão na própria fazenda entra no centro do debate sobre rentabilidade. Mathias Abreu, gerente-geral de Engenharia da AGI Brasil, afirma que a falta de capacidade de armazenagem na propriedade deixa o produtor refém da volatilidade do mercado no ponto máximo da oferta.
O avanço da estrutura de silos e armazéns, porém, ainda esbarra em informação e no custo do crédito. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apresentados no Fórum Mais Milho, indicam que 25% dos agricultores desconhecem as linhas de crédito disponíveis para armazenagem. O mesmo levantamento aponta que 72% dos produtores rurais investiriam na construção de armazéns caso as taxas de juros fossem menores.




