
A Festa em Honra ao Menino Jesus reuniu um público estimado em 2.500 pessoas na comunidade de Sapiranga, em Meleiro, no extremo sul de Santa Catarina. Realizada no domingo, 19 de julho, a programação celebrou os 85 anos de uma tradição marcada pela fé, pela participação dos produtores rurais e pelo envolvimento das famílias da região.
Segundo a organização, a edição de 2026 registrou público recorde e superou as expectativas. Ao longo do dia, moradores, agricultores e visitantes participaram das celebrações religiosas, do tradicional desfile de tratores, do almoço comunitário, do leilão de animais e da tarde dançante.
Um dos principais momentos da festa foi o desfile, que reuniu 200 tratores. Entre as máquinas participantes estavam cerca de dez tratores de arrancada, que chamaram a atenção do público durante o percurso. A mobilização evidenciou a presença da agricultura na história e na identidade da comunidade de Sapiranga.
O desfile também representou um momento de encontro entre produtores rurais de diferentes propriedades e famílias da região. Além de conduzirem suas máquinas, os agricultores participaram da organização da festa, contribuíram com doações para o leilão e colaboraram na montagem da estrutura utilizada durante a programação.
Outro número expressivo foi registrado no almoço comunitário. Ao todo, foram servidas 1.050 refeições, resultado que, conforme os organizadores, ficou acima do esperado e demonstrou a forte adesão do público.
A programação da tarde contou ainda com o tradicional leilão de animais. Foram oferecidos dois galizés, dois porcos, um novilho, uma ovelha e um casal de patos, todos provenientes de doações. A atividade mobilizou os participantes por meio dos lances e ajudou a ampliar a arrecadação da festa.
Os recursos obtidos com o almoço, o leilão e as demais ações serão destinados à manutenção da Comunidade Sapiranga – Igreja Menino Jesus. O valor contribuirá para a conservação da estrutura, a realização de melhorias e o atendimento de outras necessidades locais.
A edição de 2026 foi organizada pelo Conselho de Assuntos Econômicos Paroquial (CAEP), pelo Conselho Pastoral da Comunidade (CPC), por noveneiros e festeiros, com o apoio de inúmeros voluntários. De acordo com a organização, o envolvimento coletivo foi fundamental para receber o público e conduzir as diferentes atividades.
Paulo Sehnem, integrante da comissão organizadora, foi o responsável por repassar as informações sobre o evento em nome do CAEP e do CPC. Segundo ele, a participação dos produtores rurais, dos voluntários e das famílias ajuda a manter viva uma celebração que atravessa gerações.
“A Festa do Menino Jesus é um momento de fé, união e valorização das nossas raízes. Ela reúne famílias, produtores rurais e voluntários em torno de um mesmo propósito, preservando uma tradição de 85 anos e fortalecendo o espírito comunitário que faz parte da história da Comunidade Sapiranga – Igreja Menino Jesus”, afirmou Paulo Sehnem, em nome das entidades organizadoras.
A primeira Festa em Honra ao Menino Jesus foi realizada em janeiro de 1941. Desde então, a programação permanece como um dos principais momentos de confraternização da comunidade, associando a devoção religiosa à valorização das atividades desenvolvidas no meio rural.
O encerramento da edição deste ano ficou por conta da Banda Matusa, que conduziu a tarde dançante e reuniu o público em um ambiente de confraternização. A apresentação completou uma programação voltada à fé, à cultura local e ao fortalecimento dos vínculos entre os moradores.
Com o público recorde, os 200 tratores no desfile e mais de mil refeições servidas, a edição de 2026 reforçou a dimensão alcançada pela festa e a disposição da comunidade em preservar uma história iniciada há 85 anos.

O excesso de chuvas e as temperaturas mais elevadas provocadas pelo El Niño podem reduzir a qualidade das pastagens e causar perda de peso no gado durante o inverno do Rio Grande do Sul. A suplementação com silagem de milho ou sal proteinado ajuda a preservar a condição corporal e evita custos maiores com a recuperação dos animais na primavera.
Com a chegada das estações mais frias, os produtores de tilápia precisam redobrar a atenção nas propriedades. Por ser uma espécie de clima tropical, a tilápia sofre impactos diretos quando as temperaturas da água caem. Esse cenário é ainda mais crítico nas fases de alevinagem e recria, períodos em que os peixes estão mais vulneráveis e qualquer deslize no manejo pode comprometer todo o ciclo produtivo.