
Frango ganha competitividade no atacado em outubro, mas setor alerta para perdas bilionárias com sanidade
Na primeira quinzena de outubro de 2026, a carne de frango resfriada manteve preços sustentados e ganhou competitividade no atacado paulista frente às carnes bovina e suína. Em paralelo, o setor produtivo alerta para perdas globais anuais de R$ 106,4 bilhões devido a problemas de saúde intestinal nas aves.
O mercado atacadista de carnes na Grande São Paulo registrou um cenário favorável para a avicultura na primeira quinzena de outubro de 2026. A carne de frango resfriada apresentou sustentação em seus preços, um comportamento atribuído ao recebimento de salários pelas famílias no início do mês. Esse cenário dá continuidade a um movimento positivo que já havia sido registrado no encerramento de setembro.
Além da firmeza nas cotações, a proteína avícola ganhou expressiva competitividade frente às suas principais concorrentes. Dados parciais apurados até 14 de outubro indicam que a carne de frango resfriada se tornou mais atrativa no atacado devido aos aumentos acumulados mais intensos observados nas carnes bovina e suína no mesmo período.
Apesar do bom momento comercial no mercado paulista, o setor produtivo lida com desafios sanitários que geram impactos financeiros severos em escala global. Em meados de setembro de 2026, durante o 16º Encontro Mercolab de Avicultura, foram apresentadas estimativas apontando que problemas de saúde intestinal causam perdas anuais de R$ 106,4 bilhões na produção mundial de frangos de corte.
De acordo com o levantamento, a perda média por ave — considerando animais de 2,5 kg — é estimada em R$ 1,78. Esse prejuízo unitário é atribuído de forma dividida a duas enfermidades principais: a coccidiose, responsável por R$ 0,89, e a enterite bacteriana, que responde pelos outros R$ 0,89.




