
Fruticultura cresce 29% em Minas Gerais em dez anos; área de abacate salta 374%
A área plantada com frutas em Minas Gerais aumentou 29% na última década, impulsionada pelo crescimento de 374% no cultivo de abacate. Dados da Emater-MG também mostram expansão na área de café e redução nas lavouras de milho entre 2015 e 2025.
A área destinada ao cultivo de frutas no estado de Minas Gerais registrou um crescimento expressivo na última década. De acordo com um levantamento realizado pela Emater-MG, a área plantada com fruticultura avançou 29% no período compreendido entre os anos de 2015 e 2025. O estudo destaca mudanças na dinâmica agrícola mineira, evidenciando o avanço de culturas específicas e o recuo de outras lavouras.
Expansão expressiva do abacate
Dentro do segmento da fruticultura, o grande destaque do levantamento da Emater-MG é o cultivo de abacate. A área plantada com a fruta em Minas Gerais apresentou um salto de 374% entre 2015 e 2025. Este índice representa a maior expansão proporcional entre todas as culturas destacadas no estudo. Para o produtor rural e para o mercado, esse número indica uma forte realocação de área e um interesse crescente na cultura do abacate ao longo da última década.
Dinâmica entre café e milho
Além da fruticultura, o levantamento da Emater-MG também mapeou o comportamento de outras culturas no estado durante o mesmo período. A cafeicultura manteve sua trajetória de expansão, registrando um aumento de 17% em sua área cultivada entre 2015 e 2025.
Em contrapartida, o estudo aponta um movimento de retração no cultivo de grãos. A área plantada com milho em Minas Gerais sofreu uma diminuição de 15% ao longo da mesma década. Para o mercado, o contraste entre o crescimento das áreas de frutas e café e a redução do espaço destinado ao milho ilustra uma reconfiguração nas escolhas de plantio dos produtores mineiros.
Contexto da década agrícola
Todos os dados apresentados refletem a evolução do uso do solo agrícola em Minas Gerais no recorte temporal de 2015 a 2025. As informações consolidadas pela Emater-MG demonstram como diferentes mercados — fruticultura, cafeicultura e a produção de milho — se comportaram de maneira distinta ao longo desses dez anos.




