
A colheita da soja da safra 2025/26 em Mato Grosso chegou a 65,75% da área prevista, segundo levantamento divulgado na segunda-feira (23) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço representa um salto de 14,74 pontos percentuais em relação à semana anterior, reforçando um cenário de perspectiva positiva para o andamento das operações no estado.
De acordo com a análise do instituto, a redução das chuvas registrada na última semana foi determinante para destravar os trabalhos no campo, após um período de ritmo mais lento. Com menos interrupções causadas pelo clima, produtores conseguiram acelerar a entrada das máquinas e retomar a programação de colheita em diversas regiões produtoras.
Mesmo com a melhora recente, o Imea destaca que o ritmo atual segue ligeiramente abaixo do observado no mesmo período da safra passada. O percentual colhido em 2025/26 está 0,41 ponto percentual inferior ao registrado na safra 2024/25 na mesma data, indicando que, apesar da recuperação, ainda há uma pequena diferença no comparativo anual.
A dinâmica do clima tem sido um dos principais fatores de atenção para a safra de soja 2025/26 no estado. Em semanas anteriores, a maior frequência de chuvas contribuiu para a lentidão das operações, dificultando tanto a entrada de colheitadeiras quanto o trânsito em estradas rurais. O alívio observado na última semana, porém, favoreceu o avanço em campo e reduziu o número de paradas.
Para o setor, a velocidade da colheita é relevante não apenas pela retirada do grão, mas também por seus reflexos no planejamento de safra, na logística de escoamento e na organização das próximas etapas dentro das propriedades. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, mudanças no ritmo da colheita costumam ter impacto direto na cadeia, do campo ao transporte.
O levantamento do Imea indica que a colheita ganhou tração na última semana, consolidando um avanço expressivo no acumulado. A seguir, um resumo dos principais dados informados:
Indicador Resultado Leitura Área colhida 65,75% Progresso acumulado na safra 2025/26 Avanço semanal 14,74 p.p. Ganho em relação à semana anterior Comparativo com 2024/25 -0,41 p.p. Leve atraso frente ao mesmo período do ciclo anterior
A evolução para 65,75% da área colhida sinaliza que o estado segue em etapa avançada do calendário, especialmente após a retomada favorecida por condições climáticas mais estáveis. No campo, o ganho de ritmo tende a melhorar a previsibilidade das operações e a reduzir gargalos gerados por janelas curtas de trabalho.
Além disso, uma colheita mais fluida costuma contribuir para a organização de atividades que dependem do encerramento dessa fase, como manutenção de maquinário, ajustes de armazenagem e planejamento operacional. Embora o Imea ressalte que o desempenho está ligeiramente abaixo do registrado no ciclo anterior, o avanço semanal observado reforça a leitura de recuperação.
Destaque: A redução das chuvas na última semana foi apontada como o principal fator para a aceleração das operações de colheita em Mato Grosso.
Colheita alcança 65,75% da área prevista em Mato Grosso.
Avanço semanal de 14,74 pontos percentuais com melhora das condições de campo.
Clima mais seco favorece retomada após semanas de lentidão.
Ritmo ainda 0,41 ponto percentual abaixo do observado no mesmo período de 2024/25.
Fonte: análise divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Sumário: Em 2026, a safra brasileira permanece robusta, com Mato Grosso já tendo 78,34% da área de soja plantada e milho de segunda safra em 81,93%, enquanto a colheita nacional de soja opera entre os ritmos mais lentos dos últimos anos; a Conab aponta 353,4 milhões de toneladas de grãos. O cenário externo traz tarifas dos EUA (10%), volatilidade cambial e riscos geopolíticos que elevam incertezas e custos logísticos. O Brasil amplia mercados (Mercosul–UE e China) e avança na abertura de frigoríficos para exportação (42 plantas). Na ciência, GCCRC destaca portos seguros genômicos para inserção sítio-específica de transgenes em milho, prometendo maior velocidade e previsibilidade para milho tolerante à seca. No front de preços, o mercado interno da soja permanece estável, com oscilações em Chicago e revisão de safra para 178 Mt devido à estiagem no RS.

Resumo: O mercado brasileiro de soja continua influenciado pelo clima, pela velocidade de colheita e pela demanda externa. A colheita avança de forma desigual: RS em estágio inicial com chuvas irregulares; SC com liquidez limitada e foco no abastecimento da indústria de carne; PR com cerca de 20% da área colhida (aprox. 347 mil ha) e expectativa de safra recorde de 22 milhões de toneladas; no Centro-Oeste, MS tem 6,2% da área colhida e MT cerca de 40%, enfrentando excesso de chuvas, umidade nos grãos e fretes elevados. Os preços regionais mostram variações entre portos e cidades produtoras, refletindo o cenário local.

Resumo: Nesta quinta-feira, 26, uma colheitadeira foi totalmente destruída por um incêndio em uma propriedade rural entre Boa Esperança e Janiópolis. O operador percebeu as chamas, desceu rapidamente e tentou contê-las, mas o fogo se alastrou e o equipamento ficou completamente destruído. Não houve feridos, apenas prejuízos materiais.

Chuvosas semanas em Mato Grosso atrasam a colheita da soja, elevando a umidade, avarias e descontos na comercialização. Aprosoja MT aponta atraso contínuo de cerca de 30 dias e perdas variando por região, com o programa Classificador Legal oferecido para ajudar na classificação da soja. Levantamento do IMEA indica que a colheita já passou de 65% da área, mas o ritmo caiu, gerando perdas significativas e impactando a rentabilidade, com estimativas de prejuízo de até R$ 1.800/ha em Marcelândia. Dificuldades logísticas, estradas danificadas e atoleiros aumentam os descontos, levando municípios a decretarem situação de emergência para apoiar produtores e infraestrutura. A preocupação se estende à segunda safra de milho, cuja janela de plantio já foi comprometida pela demora, com risco de washout e maior endividamento.

Resumo: Em Mato Grosso, o agronegócio enfrenta atraso de colheita devido às chuvas intensas, elevando custos, dificultando o acesso às lavouras e pressionando o fluxo de caixa. O quadro é agravado pela elevação do custo e da seletividade do crédito, com garantias maiores, prazos menores e negativas de financiamento em momentos críticos.