
A retirada do milho de segunda safra no ciclo 2025/26 em Mato Grosso já ultrapassou a marca de 99% da área cultivada, conforme levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Na região Sudeste do estado, o ritmo mais lento se explica pelo fato de que mais de 30% da área foi semeada fora do calendário ideal de plantio. Essa situação, apontada por Henrique Eggers, do Imea, gerou atraso na colheita local.
A área total destinada ao milho safrinha no estado foi consolidada em 7,43 milhões de hectares. O número representa um crescimento de 2,4% em relação à temporada anterior.
A estimativa de produção para a safra 2025/26 foi elevada para 57,3 milhões de toneladas. De acordo com Eggers, a revisão para cima decorre da expansão da área cultivada e do bom desempenho das lavouras ao longo do ciclo. A produtividade média permanece em 128,66 sacas por hectare.

A produção brasileira de trigo em 2026 deverá ser 23,5% menor que a do ano anterior, segundo a Conab. Em 2027, as importações do cereal devem crescer 1,9 milhão de toneladas para abastecer o setor moageiro.

A colheita do milho safrinha no Brasil alcançou 69,1% da área cultivada, conforme a Conab, com progresso também no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Contratos futuros na B3 fecharam em baixa, enquanto StoneX e USDA apresentam projeções próprias para as safras de milho e soja nos Estados Unidos.

A comercialização oficial de cacau em Camarões somou 247.914 toneladas na safra 2025/26, segundo o ONCC, com retração de 19,9% frente ao recorde anterior. Cotações em Nova York e projeções para Gana e Costa do Marfim acompanham o cenário de oferta e clima.

A colheita de milho em Mato Grosso foi marcada por chuvas em junho que atrasaram os trabalhos e exigiram secagem artificial de parte da produção, enquanto os preços em Sinop caíram em relação a anos anteriores, mesmo com a produtividade das lavouras se mantendo estável.

O USDA informou que o índice de qualidade da soja nos Estados Unidos ficou em 63% na semana encerrada na última segunda-feira (3), número estável em relação à semana anterior, mas inferior aos 69% observados no mesmo período do ano passado.