
Os contratos futuros de milho avançaram na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta segunda-feira (17) e terminaram o dia no positivo. No Brasil, o vencimento setembro/26 na B3 saiu de recuo no meio da sessão para alta no fechamento. No mercado físico da BR-163, em Mato Grosso, as indicações de produtores e compradores permaneceram em patamares distintos.
Por volta das 13h17, o contrato de milho para setembro/26 na CBOT era cotado a US$ 4,63 por bushel. No mesmo horário, o vencimento dezembro/26 valia US$ 4,88 por bushel, com alta de 5,50 pontos. Segundo Farm Futures e Bruce Blythe, a alta do setembro/26 era sustentada por relatórios otimistas do USDA e pela alta do petróleo bruto; a do dezembro/26 era impulsionada por fatores internacionais e pelo USDA.
No fechamento, o setembro/26 foi cotado a US$ 4,65 por bushel, com ganho de 6 pontos. O dezembro/26 valeu US$ 4,89 por bushel, com elevação de 6,25 pontos. Conforme Agrinvest, Tony Dreibus e StoneX, o setembro/26 esteve associado a sinais recentes de demanda por suprimentos dos Estados Unidos e à intensificação dos conflitos no Oriente Médio. A Agrinvest atribui o dezembro/26 à demanda dos EUA e à alta do petróleo.
O USDA reduziu sua estimativa para a produtividade média de milho nos Estados Unidos em 2026 para 180,7 bushels por acre. A estimativa anterior era de 183 bushels por acre, e a média dos analistas era de 182,4 bushels por acre, segundo o USDA e Bruce Blythe.
Na B3, o vencimento de milho setembro/26 era cotado a R$ 70,03 por saca, com queda de 0,24%, por volta das 13h28, de acordo com o Notícias Agrícolas. No fechamento do dia, o mesmo contrato foi cotado a R$ 70,57 por saca, com alta de 0,53%. Segundo a Agrinvest, o papel acompanhou a valorização da maioria das commodities na CBOT.
No mercado físico, produtores de milho na BR-163 (Mato Grosso) buscam valores acima de R$ 50,00 por saca, enquanto compradores indicam entre R$ 48,00 e R$ 49,00. De acordo com a Agrinvest, os compradores reduziram prêmios e indicações em média R$ 1,00 abaixo da sexta-feira, ao passo que os produtores elevaram as pedidas.

Goiás estima redução de 30% na colheita da safrinha de milho 2025/26, o equivalente a quatro milhões de toneladas a menos. Em paralelo, a Conab aponta produção de 8,7 milhões de toneladas, com 80% da área já colhida.

O veranico e uma área de alta pressão devem manter o calor intenso no Centro-Oeste nos próximos dias, com máximas que podem superar 36°C em Mato Grosso e Goiás. A regularização das chuvas nesses estados é estimada para o fim de setembro e outubro, enquanto uma frente fria pode elevar os acumulados acima de 50 mm na Campanha gaúcha a partir de quinta-feira.

A colheita da segunda safra de milho 2025/26 em Mato Grosso atingiu 99,1% da área até 8 de agosto. A produção é estimada em 57,3 milhões de toneladas, com comercialização em 64,29% da safra.

Projeções do INMET indicam que o El Niño permanece no Pacífico Equatorial até o verão de 2026/2027. No Tocantins, o fenômeno pode favorecer menos chuva, temperaturas mais altas e maior risco de queimadas, com impactos possíveis sobre soja, milho e pastagens.

A família Brelsford, em Des Moines, Iowa, mantém armazenagem própria com secador para toda a produção. As lavouras de milho no estado americano chegam a 500 sacas por hectare, enquanto juros e ritmo de plantio diferem do cenário brasileiro.