
Os futuros de milho para setembro/26 na CBOT abriram a quinta-feira (20) em alta. Por volta das 09h08 (horário de Brasília), o contrato era cotado a US$ 4,78 por bushel, com valorização de 5,50 pontos, segundo Successful Farming / Notícias Agrícolas. O movimento era associado a preocupações com a produtividade da safra no Meio-Oeste norte-americano, refletidas nos dados do Pro Farmer Crop Tour.
Na sessão anterior, o mesmo vencimento havia encerrado a quarta-feira (19) a US$ 4,73 por bushel, com alta acumulada de 9,75 pontos (2,10%), conforme Farm Futures / Notícias Agrícolas. A alta no fechamento foi ligada à expectativa de revisão para baixo da produtividade estimada pelo USDA, de 180,7 bushels por acre, e aos números do tour. Mais cedo naquela manhã, por volta das 9h44, o setembro/26 operava a US$ 4,65 por bushel, com relatos do Pro Farmer apontando perdas de rendimento em Indiana e Nebraska, de acordo com TF Agroeconômica / Portal do Agronegócio.
Durante o Pro Farmer Crop Tour, a produtividade de milho em Illinois, para a safra 2026/27, foi estimada em 184,2 bushels por acre na quarta-feira (19). O valor ficou abaixo dos 199,6 bpa do ano anterior e da média de três anos, de 199,2 bpa. A estimativa do Pro Farmer foi atribuída a excessos de chuva e a adversidades climáticas na região.
No mercado brasileiro, o contrato de milho setembro/26 na B3 teve trajetória distinta. No fechamento de quarta-feira (19), foi cotado a R$ 70,95 por saca, com queda de 0,77%, segundo Notícias Agrícolas. O recuo foi associado à desvalorização do dólar ante o real, que recuou para o patamar de R$ 5,17. Na manhã daquele mesmo dia, por volta das 10h07, o futuro era negociado a R$ 71,35 por saca, com baixa de 0,21%, em meio ao avanço da colheita da segunda safra, à liquidez reduzida no mercado físico e à postura cautelosa das indústrias, conforme o Portal do Agronegócio.
A colheita do milho safrinha seguia em campo. No Paraná, os trabalhos atingiram 60% da área cultivada na quarta-feira (19), segundo a Conab — abaixo dos 80% do mesmo período do ano anterior e da média histórica de 68,6%. A elevada umidade nas lavouras dificultava a operação. Em Mato Grosso do Sul, a colheita alcançou 64% da área, com evolução em relação aos 47% da semana anterior, apesar de chuvas pontuais, de acordo com o Portal do Agronegócio.
No Centro-Sul, o plantio do milho verão da safra 2026/27 havia atingido 0,3% da área estimada na quarta-feira (19), segundo a AgRural. Chuvas no Rio Grande do Sul dificultavam o avanço das máquinas.

A colheita do milho de segunda safra chegou a 84,7% da área cultivada no Brasil, segundo a CONAB. O avanço é desigual entre os estados, enquanto o modelo COSMO / INMET indica temperaturas elevadas e umidade relativa abaixo de 20% em trechos do Centro-Oeste nos próximos sete dias.

A safra principal de melão no Vale do São Francisco (abril a julho de 2026) foi marcada por custos de produção 16% maiores que os do ano anterior, pressionados sobretudo por defensivos agrícolas e insumos de plasticultura. Apesar da queda de 17% na produtividade, a forte alta dos preços elevou a margem do produtor de melão amarelo em 236% em relação à safra de 2025, segundo o Cepea.

O Brasil destina corretamente mais de 90% das embalagens de defensivos agrícolas geradas anualmente, resultado de uma cadeia coordenada que envolve produtores, indústria, cooperativas e poder público. Desde o início das operações do Sistema Campo Limpo, em 2001, já foram encaminhadas adequadamente mais de 900 mil toneladas de embalagens em todo o país.

Goiás estima redução de 30% na colheita da safrinha de milho 2025/26, o equivalente a quatro milhões de toneladas a menos. Em paralelo, a Conab aponta produção de 8,7 milhões de toneladas, com 80% da área já colhida.

Os futuros de milho setembro/26 e dezembro/26 encerraram a segunda-feira (17) em alta na Bolsa de Chicago. Na B3, o setembro/26 fechou a R$ 70,57 por saca; no físico da BR-163, produtores pedem acima de R$ 50,00 e compradores indicam R$ 48,00 a R$ 49,00.