
Pesquisa da Embrapa registra 27 novas espécies de abelhas nativas na soja brasileira
Estudo liderado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia identificou 27 novos registros de abelhas nativas associadas à soja. Realizado em Rio Verde e Montividiu (GO), o trabalho eleva o total conhecido e destaca o potencial de aumento na produtividade.
Uma pesquisa liderada pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia identificou 27 novos registros de espécies de abelhas nativas associadas à cultura da soja no Brasil. O trabalho foi conduzido nos municípios de Rio Verde e Montividiu, em Goiás.
Nas áreas cultivadas de soja, os pesquisadores encontraram 40 espécies de abelhas. Quando o levantamento incluiu também os fragmentos de vegetação nativa no entorno das lavouras, o total chegou a 53 espécies, distribuídas em cinco famílias: Apidae, Andrenidae, Megachilidae, Colletidae e Halictidae.
Revisões de literatura publicadas anteriormente registravam apenas 12 espécies de abelhas nativas ligadas à soja no país. A presença de abelhas nativas ou silvestres nas lavouras pode aumentar em média 7% o peso dos grãos, de acordo com a pesquisa.
No total, foram coletadas 764 abelhas durante as amostragens nas áreas de soja e de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse montante, 89% pertenciam a espécies nativas brasileiras, enquanto apenas 11% eram da espécie exótica Apis mellifera.
Cerca de 60% das espécies de abelhas identificadas no estudo constroem seus ninhos diretamente no solo. Além disso, 44,7% das espécies registradas possuem hábito de vida solitário.
Na metodologia de captura, as armadilhas pan traps responderam por 95% das coletas e registraram 33 espécies diferentes. As redes entomológicas, por sua vez, identificaram apenas 7 espécies.
Os resultados reforçam a importância da biodiversidade de polinizadores nativos para a cultura da soja.




