
Uma pesquisa liderada pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia identificou 27 novos registros de espécies de abelhas nativas associadas à cultura da soja no Brasil. O trabalho foi conduzido nos municípios de Rio Verde e Montividiu, em Goiás.
Nas áreas cultivadas de soja, os pesquisadores encontraram 40 espécies de abelhas. Quando o levantamento incluiu também os fragmentos de vegetação nativa no entorno das lavouras, o total chegou a 53 espécies, distribuídas em cinco famílias: Apidae, Andrenidae, Megachilidae, Colletidae e Halictidae.
Revisões de literatura publicadas anteriormente registravam apenas 12 espécies de abelhas nativas ligadas à soja no país. A presença de abelhas nativas ou silvestres nas lavouras pode aumentar em média 7% o peso dos grãos, de acordo com a pesquisa.
No total, foram coletadas 764 abelhas durante as amostragens nas áreas de soja e de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse montante, 89% pertenciam a espécies nativas brasileiras, enquanto apenas 11% eram da espécie exótica Apis mellifera.
Cerca de 60% das espécies de abelhas identificadas no estudo constroem seus ninhos diretamente no solo. Além disso, 44,7% das espécies registradas possuem hábito de vida solitário.
Na metodologia de captura, as armadilhas pan traps responderam por 95% das coletas e registraram 33 espécies diferentes. As redes entomológicas, por sua vez, identificaram apenas 7 espécies.
Os resultados reforçam a importância da biodiversidade de polinizadores nativos para a cultura da soja.

As condições climáticas favoráveis e as chuvas nos Estados Unidos pressionaram em queda os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago no início de agosto de 2026. No Brasil, a valorização dos prêmios de exportação e a demanda aquecida limitam o repasse das baixas e sustentam os preços no mercado físico.

Imagine reduzir em até 90% o consumo de água na agricultura, reduzir expressivamente a necessidade de fertilizantes químicos e agrotóxicos, e ainda aproximar a produção de alimentos frescos dos grandes centros urbanos. Esse cenário já é realidade em fazendas urbanas (urban farming) ao redor do mundo por meio de uma tecnologia que integra duas técnicas de produção de alimentos - a aquaponia.

O avanço da produção de grãos nas novas fronteiras agrícolas brasileiras vêm revelando um novo desafio para o agronegócio: fazer com que a infraestrutura acompanhe o ritmo de crescimento das lavouras. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) mostram que estados como Rondônia, Maranhão, Pará e Tocantins registram alguns dos menores índices de cobertura de armazenagem do país, evidenciando que a expansão da produção tem ocorrido mais rapidamente do que os investimentos em silos e armazéns.

Projeções apontam que o segmento de drones pulverizadores movimentará mais de R$ 2 bilhões em 2026 no Brasil, com mais de 11 mil novas ativações. O setor de drones agrícolas mantém ritmo médio de alta de 30% ao ano e pode chegar a US$ 6 bilhões até 2030.

A safra brasileira de algodão surpreendeu com produtividade por hectare elevada, apesar de menor área plantada. Cotações sobem por adversidades climáticas em concorrentes internacionais, colheita mais lenta no país e volatilidade energética.