
A produção brasileira de arroz em casca na safra 2026 foi estimada pelo IBGE em 11,2 milhões de toneladas, segundo o LSPA. O resultado aponta recuo de 11,3% em comparação com a safra de 2025.
A área a ser colhida do cereal também deve encolher. A projeção indica declínio de 12,3% em relação à safra anterior.
No conjunto das lavouras, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 353,0 milhões de toneladas em 2026. Em 2025, esse total atingiu 346,1 milhões de toneladas.
Arroz, milho e soja somados representam 92,9% da estimativa da produção de grãos em 2026. As três culturas respondem ainda por 87,4% da área a ser colhida no mesmo período.

Modelos meteorológicos apontam El Niño ativo até o início de 2027, com chance de nível muito forte no trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027, em meio a padrão seco no Centro-Oeste e menor área segurada no agro brasileiro.

O fortalecimento do El Niño no segundo semestre de 2026 amplia a vigilância sobre a safra de arroz no Mercosul. Segundo o analista Sergio Cardoso, o fenômeno eleva a chance de primavera chuvosa e pode afetar preparo, irrigação, manejo e qualidade dos grãos em diferentes países da região.

As cotações do boi gordo em São Paulo acumularam alta de 7,3% desde 13 de julho, segundo The AgriBiz. O indicador Datagro marcou R$ 325,08/@ naquela data, e contratos futuros de outubro na B3 negociam a R$ 354,35.

A produção brasileira de trigo em 2026 deverá ser 23,5% menor que a do ano anterior, segundo a Conab. Em 2027, as importações do cereal devem crescer 1,9 milhão de toneladas para abastecer o setor moageiro.

Dados de 2025 e projeções para 2026 mostram o Paraná como protagonista na cadeia de frango no Brasil e a China ampliando participação nas exportações mundiais, com análises sobre complementariedade e possíveis pressões futuras no mercado.