
Queimadas e estiagem afetam mais de 15 mil indígenas no Amazonas e Pará
O avanço das queimadas e da estiagem nos estados do Amazonas e Pará impactou diretamente 15.463 indígenas em outubro de 2026. Diante do registro de 709 focos de incêndio em terras indígenas no bimestre, autoridades propõem treinamentos de manejo sustentável do solo.
No mês de outubro de 2026, as queimadas e a estiagem que atingem os estados do Amazonas e do Pará afetaram diretamente 15.463 indígenas. O levantamento, divulgado no dia 20 de outubro de 2026, consta no Boletim Epidemiológico nº 11 do Distrito Sanitário Especial Indígena Parintins (DSEI PIN). O cenário reflete uma escalada nos registros de fogo na região durante o período.
Evolução dos focos de incêndio
A progressão do fogo nas terras indígenas desses dois estados foi documentada pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), por meio do Painel do Fogo. A linha do tempo dos dados mostra um agravamento da situação na transição dos meses.
Em setembro de 2026, o monitoramento registrou 208 focos ativos de incêndio nas áreas indígenas do Amazonas e do Pará. No mês seguinte, até 31 de outubro de 2026, esse número mais que dobrou, saltando para 501 focos ativos. Consequentemente, o acumulado do bimestre (setembro e outubro) totalizou 709 focos de incêndio nas localidades monitoradas.
Impacto populacional
O reflexo direto dessa situação ambiental recaiu sobre as comunidades locais. Conforme os dados consolidados pelo DSEI PIN, a combinação entre as queimadas e a estiagem atingiu uma população de cerca de 15,4 mil pessoas (exatos 15.463 indígenas) nas terras do Amazonas e do Pará durante o mês de outubro de 2026.
Proposta de manejo sustentável do solo
Diante do impacto populacional e do alto número de focos de calor, o Boletim Epidemiológico do DSEI Parintins apresentou uma recomendação técnica voltada à prevenção. A iniciativa propõe a realização de treinamentos específicos para o manejo sustentável do solo. O objetivo da medida é capacitar as comunidades e evitar que o uso do fogo resulte em incêndios descontrolados na região.




