
Safra de cebola entra em período decisivo de manejo diante dos desafios do clima e da pressão de doenças
Com o El Niño elevando a expectativa de chuvas e umidade no Sul do país, produtores reforçam estratégias para proteger o potencial produtivo da cultura; Zorvec® Encantia®, da Corteva Agriscience, é uma das tecnologias disponíveis para o controle de míldio e mancha púrpura
A cebolicultura brasileira entra em mais um ciclo de produção sob a influência de um cenário climático que exige atenção redobrada dos produtores. Para a safra 2026/27, as previsões indicam a presença do fenômeno El Niño, com possibilidade de chuvas acima da média, maior umidade do ar e ocorrência mais frequentes de eventos climáticos extremos, especialmente em Santa Catarina. Para uma cultura altamente sensível às condições ambientais, o cenário aumenta a importância do planejamento e do manejo preventivo de doenças ao longo do ciclo.
Segundo Guilherme Ogata, Líder de Portfólio de Café, Citros e Hortifrúti da Corteva Agriscience para o Brasil, esse cenário acaba se tornando o ideal para a proliferação severa de doenças fúngicas como o míldio e a mancha-púrpura. Para apoiar o agricultor no combate a esses fitopatógenos e proteger o rendimento das lavouras, a companhia oferece diversas soluções aos agricultores, como o fungicida sistêmico Zorvec® Encantia®.
A cebola é uma das principais hortaliças produzidas no Brasil e movimenta uma cadeia que envolve milhares de produtores, trabalhadores, fornecedores de insumos, distribuidores e comerciantes. De acordo com os dados consolidados mais recentes da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM/IBGE), o país produziu aproximadamente 1,68 milhão de toneladas de cebola em 2024, em uma área de cerca de 49,4 mil hectares, com produtividade média próxima de 34 toneladas por hectare.
A geografia da produção está concentrada predominantemente nas regiões Sul e Sudeste. O estado de Santa Catarina lidera o ranking produtivo — com destaque para a região de Ituporanga e o Vale do Itajaí —, seguido por estados como Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais (com relevância no Cerrado Mineiro), além da Bahia no Nordeste.
No entanto, o sucesso comercial do cultivo depende diretamente do controle sanitário no campo. Folhas danificadas por doenças fúngicas perdem capacidade fotossintética, reduzindo o tamanho do bulbo e comprometendo a qualidade e o valor comercial do produto.
O desafio climático
“Na cultura da cebola, períodos de elevada umidade e menor luminosidade podem favorecer o desenvolvimento de doenças foliares, exigindo que o produtor esteja atento não apenas ao momento da aplicação, mas também à estratégia de manejo adotada durante todo o ciclo. O míldio, causado pelo patógeno Peronospora destructor, está entre as principais doenças que podem comprometer a área foliar da cultura e, consequentemente, o desenvolvimento e a formação dos bulbos. A mancha púrpura, causada por Alternaria porri, também representa um importante desafio fitossanitário”, explica Ogata.
Em anos de maior pressão climática, portanto, o manejo preventivo passa a ter papel ainda mais relevante. Monitoramento constante da lavoura, acompanhamento das condições meteorológicas, adoção de boas práticas agrícolas e utilização de fungicidas registrados e recomendados para a cultura são medidas importantes para reduzir os riscos e preservar o potencial produtivo.
Nesse contexto, o Zorvec® Encantia® é uma importante ferramenta para o manejo fitossanitário da cebola. Nos cinco anos desde sua chegada ao mercado, Zorvec® Encantia® vem contribuindo para elevar o patamar de controle de doenças em diferentes culturas, ao combinar ação preventiva e sistemicidade em uma tecnologia desenvolvida para proteger a planta especialmente nas fases de maior crescimento. Ao longo desse período, a solução passou a fazer parte das estratégias de manejo de produtores, principalmente de cebola, que buscam maior segurança no controle de doenças, sempre dentro das recomendações de bula e de um programa integrado de manejo
O fungicida registrado no Brasil tem indicação para o controle de míldio (Peronospora destructor) e mancha púrpura (Alternaria porri) na cultura da cebola. Ainda de acordo com o executivo, a tecnologia combina os ingredientes ativos oxatiapiprolina e famoxadona, formando uma solução com ação sistêmica e características de controle preventivo. Os melhores resultados são obtidos quando o produto é utilizado nas fases iniciais da cultura e antes do aparecimento dos primeiros sintomas da doença. Para a cebola, a recomendação oficial prevê até três aplicações por ciclo, com intervalo de sete dias, sempre seguindo as orientações de bula, receita agronômica e assistência de um profissional habilitado.
Além do controle das doenças-alvo, a tecnologia faz parte de uma estratégia mais ampla de manejo, na qual a integração de diferentes ferramentas e a rotação de modos de ação são fundamentais para preservar a eficiência dos fungicidas e reduzir o risco de desenvolvimento de resistência dos patógenos.
“Para o produtor, o desafio é equilibrar produtividade, qualidade e custo em um cenário no qual as condições climáticas podem mudar rapidamente. A recomendação, especialmente em anos de maior pressão de doenças, é não esperar o aparecimento dos sintomas para começar a estruturar o manejo. O acompanhamento das previsões meteorológicas e das condições da lavoura permite antecipar decisões e posicionar as ferramentas de proteção no momento adequado”, ressalta o líder de Portfólio de Café, Citros e Hortifrúti da Corteva.




