
O impacto direto das novas tarifas dos Estados Unidos sobre o algodão brasileiro é considerado pequeno pelo setor. Mudanças na competição internacional, porém, colocaram a diversificação das exportações no radar da cadeia.
A ApexBrasil promoveu um encontro em São Paulo com representantes de diferentes cadeias produtivas para avaliar os impactos das novas tarifas norte-americanas e discutir alternativas de diversificação das vendas externas.
A Abrapa participou da reunião representada pelo diretor-executivo Marcio Portocarrero e pelo gerente do programa Cotton Brazil, Fernando Rati.
Portocarrero declarou que ampliar mercados e criar melhores condições de acesso para os produtos brasileiros é estratégico em um cenário internacional competitivo.
Fernando Rati afirmou que o impacto direto das novas tarifas é pequeno, mas que é necessário olhar para os efeitos de médio e longo prazo por meio do fortalecimento da promoção e da expansão em mercados consumidores.

Na safra 2025/2026, a área plantada de algodão no Brasil recuou cerca de 4% a 5,5% diante de custos altos e margens apertadas. Em Mato Grosso do Sul, o Rd médio da pluma no início do ciclo ficou em 73,6, abaixo dos 75,9 registrados no mesmo período da safra passada.

A Abiec estima que os envios de carne bovina do Brasil às Filipinas fiquem entre 80 mil e 96 mil toneladas em 2026. No primeiro semestre, o volume chegou a 35,9 mil toneladas, com receita de US$ 162,4 milhões, enquanto a ABPA apontou alta de cerca de 15% no frango e de cerca de 30% nos suínos nesse mercado.

Até 10 de agosto de 2026, as importações chinesas de carne bovina in natura do Brasil chegaram a 995,4 mil toneladas, ou 90% da cota anual de 1,106 milhão de toneladas. Frigoríficos reduziram envios em julho, com faturamento em queda.

O governo dos Estados Unidos fixou a cota tarifária global de açúcar em cerca de 1,117 milhão de toneladas para o ano fiscal de 2027 e destinou inicialmente 100 mil toneladas ao Brasil. Autoridades sinalizaram que cerca de 56 mil toneladas podem ser retidas e redistribuídas caso o país não apresente propostas comerciais consideradas satisfatórias.

A safra brasileira de algodão surpreendeu com produtividade por hectare elevada, apesar de menor área plantada. Cotações sobem por adversidades climáticas em concorrentes internacionais, colheita mais lenta no país e volatilidade energética.