
Os futuros de trigo registraram forte alta na Bolsa de Chicago na quinta-feira, impulsionados pelo receio de possíveis interrupções no comércio de grãos do Mar Negro diante de relatos de que a Rússia poderia intensificar os ataques à Ucrânia.
O contrato de maior liquidez encerrou a sessão a US$ 7,6075 por bushel, avanço de 12,50 centavos no dia. Durante o pregão, a cotação chegou a US$ 7,675 por bushel.
Há divergência quanto ao recorte histórico desse nível de preço. Uma avaliação aponta a maior cotação em quatro anos em Chicago, enquanto outra considera o patamar o mais elevado em três anos, desde julho de 2023.
Na sessão anterior, na quarta-feira, o contrato de referência do trigo já havia avançado 45 centavos, ou 6,4%, atingindo o limite diário de alta.
O movimento também repercutiu no mercado internacional. No primeiro semestre de 2026, o Egito comprou mais de 80% de suas importações de trigo da Rússia e da Ucrânia. Com as incertezas sobre os embarques pelo Mar Negro, importadores passaram a buscar outras origens.
Dados de transporte marítimo e informações de operadores indicam que dois navios devem atracar na França nos próximos dias para carregar trigo com destino ao Egito.
Na quinta-feira, o milho não acompanhou a valorização do trigo. Os futuros recuaram 3 centavos, encerrando a sessão a US$ 5,335 por bushel, em movimento de realização de lucros após as máximas de vários anos registradas na quarta-feira.
Já a soja avançou 2 centavos, para US$ 12,68 por bushel. O suporte veio da demanda sólida da China e da alta nos futuros do petróleo.

Na quarta-feira (26), o WTI outubro fechou a US$ 82,23 na Nymex e o Brent novembro a US$ 86,94 na ICE, ambos em queda. O cenário inclui dados de tráfego marítimo, estoques nos EUA e suspensão de rotas da MSC.

Criado em 2022 pelo Instituto Fórum do Futuro, o Regenera Cerrado avalia e dissemina práticas de agricultura regenerativa com base em evidências científicas. O projeto monitora oito propriedades rurais na região de Rio Verde, em Goiás.

A colheita de trigo no Brasil avançou para 6,7% da área cultivada, segundo a Conab, ante 4,7% na semana anterior. No Paraná, o Deral apontou o início dos trabalhos, com 1% da área colhida na semana de 18 a 24 de agosto.

A área de canola no Rio Grande do Sul deve dobrar em 2026 e superar 350 mil hectares, segundo a Emater-RS. A 3tentos projeta originar 160 mil toneladas no ano atual, após quase 60 mil toneladas no ano passado.

O Brasil consolidou-se como maior exportador global de soja, carne bovina e de frango, após a perda de hegemonia dos Estados Unidos nos grãos. Em 2025, a soja em grãos rendeu US$ 43,5 bilhões, com volume recorde de 108,2 milhões de toneladas.