
Trigo atinge maior cotação em quatro anos em Chicago com tensão no Mar Negro
O trigo avançou na quinta-feira em Chicago, com o contrato de maior liquidez a US$ 7,6075 o bushel, em meio a temores sobre o fluxo de grãos no Mar Negro. Relatos divergem sobre o recorte histórico da cotação; no mesmo pregão, o milho caiu e a soja subiu.
Os futuros de trigo registraram forte alta na Bolsa de Chicago na quinta-feira, impulsionados pelo receio de possíveis interrupções no comércio de grãos do Mar Negro diante de relatos de que a Rússia poderia intensificar os ataques à Ucrânia.
O contrato de maior liquidez encerrou a sessão a US$ 7,6075 por bushel, avanço de 12,50 centavos no dia. Durante o pregão, a cotação chegou a US$ 7,675 por bushel.
Há divergência quanto ao recorte histórico desse nível de preço. Uma avaliação aponta a maior cotação em quatro anos em Chicago, enquanto outra considera o patamar o mais elevado em três anos, desde julho de 2023.
Na sessão anterior, na quarta-feira, o contrato de referência do trigo já havia avançado 45 centavos, ou 6,4%, atingindo o limite diário de alta.
O movimento também repercutiu no mercado internacional. No primeiro semestre de 2026, o Egito comprou mais de 80% de suas importações de trigo da Rússia e da Ucrânia. Com as incertezas sobre os embarques pelo Mar Negro, importadores passaram a buscar outras origens.
Dados de transporte marítimo e informações de operadores indicam que dois navios devem atracar na França nos próximos dias para carregar trigo com destino ao Egito.
Milho recua e soja avança
Na quinta-feira, o milho não acompanhou a valorização do trigo. Os futuros recuaram 3 centavos, encerrando a sessão a US$ 5,335 por bushel, em movimento de realização de lucros após as máximas de vários anos registradas na quarta-feira.
Já a soja avançou 2 centavos, para US$ 12,68 por bushel. O suporte veio da demanda sólida da China e da alta nos futuros do petróleo.




