
A segunda-feira é marcada por temperaturas elevadas e baixa umidade em várias áreas do país. De acordo com Amanda Balbino, da Ampere Consultoria, o calor ganha força no Centro-Oeste e no Sudeste.
Nos próximos dias, as máximas no Centro-Oeste — principalmente em Mato Grosso e Goiás — podem superar 36°C. A estimativa está associada à atuação de uma área de alta pressão e ao veranico. No Matopiba, os termômetros podem passar de 35°C, especialmente no oeste da Bahia, no Piauí, no Maranhão e em partes do Ceará e do Rio Grande do Norte.
Enquanto o interior segue quente e seco, a chuva se concentra no Sul. Na região da Campanha, no Rio Grande do Sul, os acumulados podem superar 50 milímetros a partir de quinta-feira, em função da chegada de uma frente fria.
A regularização das precipitações no Centro-Oeste ainda deve ficar para mais adiante e varia conforme o estado. Em municípios como Primavera do Leste e Sorriso, em Mato Grosso, setembro deve ter chuva pouco frequente, com melhora mais consistente no fim do mês e no início de outubro. Em Goiás, a regularização das precipitações tende a ocorrer entre o fim de setembro e outubro.

A colheita da segunda safra de milho 2025/26 em Mato Grosso atingiu 99,1% da área até 8 de agosto. A produção é estimada em 57,3 milhões de toneladas, com comercialização em 64,29% da safra.

Projeções do INMET indicam que o El Niño permanece no Pacífico Equatorial até o verão de 2026/2027. No Tocantins, o fenômeno pode favorecer menos chuva, temperaturas mais altas e maior risco de queimadas, com impactos possíveis sobre soja, milho e pastagens.

Acumulados de chuva podem ultrapassar 150 mm em pontos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina entre 12 e 19 de agosto de 2026. A umidade elevada já favorece doenças foliares nas lavouras gaúchas, com a semeadura do trigo concluída no Sul.

A Medida Provisória 1.376/2026 prevê renegociar até R$ 100 bilhões em dívidas rurais, mas o mecanismo permanece praticamente parado. Enquanto isso, o agronegócio registrou 474 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, alta de 21,9%.

A área tratada com defensivos agrícolas no Brasil cresceu 5% no primeiro semestre de 2026 e atingiu 1,2 bilhão de hectares. No mesmo recorte, o valor de mercado avançou 11,1%, para cerca de US$ 9 bilhões, de acordo com Kynetec Brasil e Sindiveg.