
A inadimplência no crédito rural para pessoas físicas no Brasil voltou a avançar e atingiu 7,4% da carteira total de recursos direcionados em abril. O dado consta nas Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central na quinta-feira (28).
O percentual observado em abril figura entre os mais elevados da série histórica, ficando abaixo apenas do patamar registrado em fevereiro, quando a inadimplência chegou a 7,6%. Em março, após o pico de fevereiro, houve recuo para 7,1%, mas o movimento de alta voltou a aparecer no mês seguinte.
O índice divulgado pelo Banco Central considera a carteira de crédito rural com recursos direcionados, composta por verbas oriundas principalmente de depósitos à vista e da poupança rural. Na prática, trata-se de uma parcela relevante do financiamento do setor, com regras específicas e foco no apoio à produção agropecuária.
Destaque: em abril, a inadimplência subiu para 7,4%, após ter recuado para 7,1% em março.
A sequência de variações ao longo do primeiro quadrimestre reforça um cenário de instabilidade no pagamento das operações por parte de produtores rurais pessoas físicas. Embora o recuo de março tenha indicado alívio temporário, o novo avanço em abril recoloca o tema no centro do debate sobre crédito rural e risco de carteira.
Mês Inadimplência (pessoas físicas) Leitura do movimento Fevereiro 7,6% Pico recente Março 7,1% Recuo após o pico Abril 7,4% Nova alta
A inadimplência é um termômetro da capacidade de pagamento e do nível de risco no crédito concedido ao setor agropecuário. Quando o indicador se mantém elevado, o mercado acompanha com mais atenção os efeitos potenciais sobre:

Usadão Máquinas e Cocamar Máquinas Seminovos realizam, no dia 19 de junho, em Maringá/PR, um grande leilão com mais de 100 equipamentos agrícolas seminovos disponíveis para venda.

Gestão de risco e provisões das instituições financeiras;
Oferta de crédito e condições de contratação;
Planejamento financeiro de produtores e cadeias produtivas;
Confiança e previsibilidade no fluxo de financiamento do campo.
No crédito rural, os recursos direcionados seguem regras definidas para estimular o financiamento da produção. Neste recorte, a carteira é formada por operações lastreadas em fontes como depósitos à vista e poupança rural, consideradas importantes canais de funding para o setor.
Ao reunir esses dados, o Banco Central permite acompanhar a saúde da carteira e a dinâmica de pagamentos, oferecendo subsídios para análise de tendências e pontos de atenção no crédito rural.
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Resumo: O Senado pode votar hoje o projeto de lei 5.122/2023, que autoriza a renegociação de dívidas rurais desde 2012 com recursos do Fundo Social do Pré-Sal, superávits de fundos e outras fontes do Executivo, além de juros reduzidos e prazo de pagamento de até 10 anos. A medida visa aliviar o endividamento dos produtores diante de dificuldades climáticas, custos elevados (como fertilizantes) e pressões internacionais, ampliando recursos para manter juros cabíveis ao bolso do agricultor. O ministro da Agricultura, André de Paula, destacou que o objetivo principal é reduzir os juros, não apenas aumentar recursos, e que governar é escolher prioridades; ele diz não querer criar expectativas. Sobre o Plano Safra 2026/27, afirmou que a definição ainda não está fechada, mas que deve ser apresentada até o início de julho, com a possibilidade de avanços no seguro rural e nas garantias de financiamentos, além de buscar juros de um dígito. O Plano Safra 2025/26 custou 13,4 bilhões de reais; uma eventual redução dos juros exigiria maior custos ao Tesouro para equalizar captação, spread e taxa final. Em 2026, o orçamento para subvencionar operações é de 18,9 bilhões de reais para pequenos, médios e grandes produtores. O ministro tem buscado aproximação com lideranças do setor produtivo (Frente Parlamentar da Agropecuária) e aponta oportunidades de soluções estruturais, bem como avanços em aberturas de mercados internacionais para a agro nacional.