
Memorando assinado em 3 de abril prevê implementação integral de revisão técnica e econômica e mudanças na estrutura decisória do setor de cana, açúcar e etanol em São Paulo.
Após mais de um ano de atraso, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) anunciaram a assinatura de um memorando de entendimento com novas regras para a remuneração dos produtores e para a governança do Conselho de Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol do Estado de São Paulo (Consecana-SP). O acordo foi firmado em 3 de abril.
Em comunicado conjunto, as entidades afirmaram que haverá a implementação integral da revisão técnica e econômica do modelo de remuneração, desenvolvida pelo Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro). Além disso, o texto aponta para uma modernização da governança do Consecana-SP, com o objetivo de estabelecer regras mais estáveis para toda a cadeia produtiva.
Embora o comunicado não detalhe todos os pontos acordados, Unica e Orplana destacaram que os critérios técnico-econômicos do modelo serão atualizados e que a representação de indústria e produtores nas decisões do setor será reforçada. As entidades também mencionaram a consolidação da participação do produtor no processo decisório do Consecana-SP.
Atualização dos critérios técnico-econômicos usados no modelo
Implementação integral da revisão conduzida pela FGV Agro
Modernização da governança do Consecana-SP
Regras mais estáveis para a cadeia de cana, açúcar e etanol
Reforço da representação de produtores e indústria nas decisões

O Paraguai aprovou uma nova regra de biocombustíveis que exige que 50% da mistura de etanol na gasolina seja oriunda da cana-de-açúcar, aumentando a partir dos 30% atuais. A cana passa a ter prioridade legal na matriz energética, com o milho mantendo função complementar, porém em menor participação. Atualmente o.....

A revisão do modelo deveria ter sido implementada na safra 2024/25, mas acabou sendo adiada em razão de desentendimentos entre as partes. Segundo as informações divulgadas, a divergência envolveu o escopo das novas regras, o que postergou a atualização do sistema de remuneração e as mudanças na governança.
O Consecana-SP é um dos principais referenciais para a definição de parâmetros de remuneração na cadeia de cana-de-açúcar em São Paulo, e revisões no modelo são acompanhadas de perto por produtores e pela indústria por seu impacto na previsibilidade e na transparência das relações comerciais.
A formalização do memorando ocorreu logo após a eleição do novo conselho deliberativo da Orplana. A entidade passou a ser comandada por Roberto Cestari, presidente da Associação de Fornecedores de Cana da Região de Orindiuva (Oricana) e novo presidente do conselho da Orplana.
Destaque: a assinatura do acordo é apresentada como um passo para destravar a atualização do modelo, com foco em regras mais estáveis e em maior alinhamento entre produtores e indústria.
As entidades informaram ainda que a celebração da assinatura está prevista para o Cana Summit, evento promovido pela Orplana em Ribeirão Preto, marcado para 16 de abril.
O memorando é visto como um movimento para reorganizar a governança do Consecana-SP e retomar a agenda de modernização do modelo, em um momento em que a cadeia busca maior segurança regulatória e harmonização de critérios para remuneração no estado que concentra parte relevante da produção nacional.
Ponto O que foi informado Data do memorando Assinado em 3 de abril por Unica e Orplana Escopo Novas regras de remuneração e modernização da governança do Consecana-SP Base técnica Revisão técnica e econômica conduzida pela FGV Agro Motivo do atraso Desentendimentos sobre o escopo das novas regras; revisão era esperada para a safra 2024/25 Próximo marco Celebração prevista no Cana Summit, em 16 de abril, em Ribeirão Preto
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Resumo: A Raízen, joint venture de Cosan e Shell, negocia uma renegociação de dívida total de R$ 75,35 bilhões, com R$ 65,4 bilhões incluídos no processo de recuperação extrajudicial. Uma das propostas prevê converter 45% da dívida reestruturada em ações a R$ 0,25 por papel (valor cerca de 40% abaixo do fechamento anterior), com os 55% restantes estruturados como novas dívidas distribuídas entre Raízen Combustíveis e Raízen Energia, com maturidade entre 2032 e 2035. A reação do mercado foi negativa: as ações caíram quase 19% no dia, cotadas a R$ 0,34, após o anúncio da proposta de valorização da dívida em ações.