
Com foco em diversificação da produção agropecuária e na ampliação das oportunidades de renda para a agricultura familiar, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), em parceria com prefeituras da Zona da Mata, realiza no dia 16 um encontro do Circuito Frutifica Minas no município de Rio Pomba.
A iniciativa mira uma realidade comum na região: a pecuária leiteira e de corte ainda concentra grande parte da atividade econômica no campo. A proposta do evento é estimular alternativas produtivas, reduzir a dependência de uma única fonte de renda e criar condições para fortalecer a permanência das famílias no meio rural — com atenção especial à participação de jovens no processo de sucessão e continuidade das propriedades.
A demanda por novas opções produtivas partiu das administrações municipais, que buscam caminhos para aumentar a resiliência econômica das comunidades rurais. Para a Emater-MG, a fruticultura se destaca como uma estratégia especialmente adequada à Zona da Mata, onde predominam pequenas propriedades.
“A fruticultura se destaca por ser uma atividade capaz de gerar boa produtividade e rentabilidade mesmo em áreas reduzidas, quando conduzida com planejamento e manejo adequados.”
— Filipe Sandin do Carmo, coordenador técnico regional de Culturas da Emater-MG
A avaliação técnica considera que, quando bem planejada, a produção de frutas pode contribuir para melhor uso da área, diversificação de renda e fortalecimento da economia local, aproveitando oportunidades tanto de mercado quanto de compras institucionais.
O encontro está programado para começar a partir das 13h, no auditório do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais – Campus Rio Pomba, com expectativa de participação entre 150 e 200 pessoas. O público inclui produtores rurais, técnicos, estudantes e profissionais ligados ao setor agropecuário.
Além de Rio Pomba, participam da mobilização os municípios de Piraúba, Tocantins, Tabuleiro, Silveirânia, Mercês e Guarani, que integram o esforço regional para ampliar o alcance do Circuito Frutifica Minas e estimular a adoção de sistemas produtivos mais variados.
A programação do encontro inclui palestras voltadas ao cenário da fruticultura regional, às possibilidades de negócio e aos desafios técnicos do cultivo, com destaque para duas culturas estratégicas na região: goiaba e maracujá.
Panorama da fruticultura na Zona da Mata e tendências para o setor;
Cultivo da goiaba como oportunidade de negócio e agregação de renda;
Desafios no manejo do maracujazeiro, com foco em práticas e cuidados essenciais;

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu, nesta quarta-feira, 17, a situação de emergência por estiagem em Pedras de Maria da Cruz, no Norte de Minas, com a portaria publicada no Diário Oficial da União. Esse reconhecimento facilita o acesso a recursos federais para o enfrentamento da seca e para ações de emergência e recuperação. A estiagem tem prejudicado a agricultura, a pecuária e o abastecimento de água no município. A medida oficial viabiliza...

Comercialização via Pnae, com orientações sobre possibilidades de venda para o Programa Nacional de Alimentação Escolar.
A presença do tema Pnae na agenda sinaliza um ponto central para muitos produtores: além da produção, é decisivo compreender caminhos de comercialização que garantam escoamento, previsibilidade e geração de renda — especialmente em sistemas familiares.
Segundo a Emater-MG, a Zona da Mata reúne condições favoráveis para expandir a fruticultura. Entre os fatores apontados estão clima e solos compatíveis com diversas espécies frutíferas, além da localização estratégica em relação a grandes centros consumidores e cadeias de abastecimento.
A proximidade com mercados como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo é vista como um diferencial para o escoamento. Também pesa a presença de centros de distribuição e de indústrias processadoras de frutas e polpas, o que pode ampliar oportunidades para venda de frutas in natura e para agregação de valor.
A região já acumula experiências bem-sucedidas que ajudam a orientar novos projetos produtivos. Entre os destaques, o município de Tocantins se sobressai pela produção de tangerina Ponkan, enquanto Piraúba ganha reconhecimento pela cultura da goiaba.
Além disso, técnicos apontam espaço para ampliar o cultivo de outras frutas com boa aceitação de mercado e potencial de retorno econômico, sobretudo quando há planejamento, assistência técnica e cuidados com o manejo.
Em foco: frutas com potencial de expansão na Zona da Mata
Laranja, limão, banana, maracujá, abacate e pitaya aparecem como opções com possibilidade de agregar valor e diversificar a renda das propriedades familiares.
Ponto estratégico Como impacta o produtor Pequenas propriedades Fruticultura pode gerar produtividade e rentabilidade em áreas reduzidas. Condições de clima e solo Amplia o leque de culturas e favorece a expansão do setor. Proximidade de grandes mercados Facilita o escoamento e fortalece a comercialização regional. Processamento e polpas Possibilita agregação de valor e diversificação de canais de venda. Compras institucionais O Pnae pode abrir caminho para fornecimento com maior previsibilidade.
Ao estimular a fruticultura como alternativa à concentração na pecuária, o Circuito Frutifica Minas busca apoiar uma transição gradual rumo a sistemas mais diversificados, capazes de reduzir riscos e criar novas possibilidades de renda. Para os organizadores, a discussão técnica e a troca de experiências são peças-chave para que produtores adotem planejamento e manejo adequado, aumentando as chances de sucesso.
Com a articulação regional envolvendo municípios da Zona da Mata, o encontro em Rio Pomba reforça a estratégia de fortalecer cadeias produtivas locais e ampliar oportunidades para a agricultura familiar, conectando produção, assistência técnica e caminhos de mercado.
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Entre janeiro e maio de 2026, o agronegócio paulista registrou um superávit de US$ 8,37 bilhões, impulsionado por exportações de US$ 10,85 bilhões contra importações de US$ 2,48 bilhões. O setor representou 38,5% do total das exportações do estado de São Paulo e 6,9% das importações estaduais. O secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, destacou que o desempenho demonstra a capacidade do agro paulista de manter e ampliar sua participação em mercados internacionais mesmo em um ambiente de preços desfavorável. Apesar de o valor exportado ter caído 3,2% ante o mesmo período de 2025, o volume embarcado avançou 5,2%, reflexo, segundo a APTA, da queda de preços internacionais de commodities como açúcar e suco de laranja.