
A Raízen seguirá com seu programa de desinvestimentos e desmobilizações para reduzir a capacidade de moagem de cana-de-açúcar, como parte de uma estratégia voltada a diminuir o endividamento e reposicionar a companhia no patamar de maior eficiência do setor. A informação foi reforçada pelo CEO da empresa, Nelson Gomes, durante teleconferência realizada nesta terça-feira para comentar os resultados trimestrais divulgados na véspera.
Segundo o executivo, a empresa já vendeu ou desmobilizou quase 20 milhões de toneladas de capacidade de moagem dentro do plano de reorganização operacional e financeira. A iniciativa integra um movimento mais amplo de busca pelo chamado “tamanho ótimo” — uma escala considerada adequada para melhorar desempenho, reduzir custos e elevar a competitividade em um mercado sensível a ciclos de preços, clima e demanda por biocombustíveis e açúcar.
Na avaliação do CEO, o ajuste de escala é um componente central para que a Raízen volte a se destacar como a companhia mais eficiente do mercado. A mensagem ao mercado foi de continuidade: os desinvestimentos não são um evento pontual, mas uma jornada que segue em andamento, com execução planejada e sem decisões apressadas.
“Essa jornada continua, vai seguir de maneira ordenada e sem pressa...”
Gomes destacou que a condução será pautada por oportunidades de mercado. Ou seja, a velocidade das próximas etapas dependerá das condições para venda, fechamento ou reorganização de ativos, de forma a equilibrar geração de valor com disciplina financeira.
“Vamos continuar nessa jornada, independentemente da velocidade que ela vai ter, porque ela vai ser acompanhada pelas oportunidades de mercado.”
A Raízen informou que a soma dos ativos já vendidos ou desmobilizados corresponde a quase 20 milhões de toneladas de capacidade de processamento de cana. A medida está alinhada ao esforço de desalavancagem, com foco em diminuir a pressão financeira e sustentar uma estrutura de capital mais adequada ao momento da empresa e do setor.
No contexto do segmento sucroenergético, decisões sobre capacidade instalada e mix de produção influenciam diretamente a eficiência operacional. Com menos ativos e uma estrutura mais enxuta, a expectativa é favorecer ganhos em produtividade, racionalização de custos e melhor utilização de recursos industriais e agrícolas.
Continuidade do programa de desinvestimentos e desmobilizações.
Busca por tamanho ótimo para elevar a eficiência operacional.
Redução de endividamento como objetivo prioritário.
Execução ordenada, sem pressa, guiada por oportunidades de mercado.
Quase 20 milhões de toneladas de capacidade já foram retiradas do portfólio.
Tema O que a empresa informou Estratégia Ajustar escala para chegar ao “tamanho ótimo” e recuperar eficiência. Medida Desinvestimentos e desmobilizações na capacidade de moagem de cana. Avanço Quase 20 milhões de toneladas de capacidade já foram vendidas ou desmobilizadas. Motivação Reduzir endividamento e fortalecer a disciplina financeira. Ritmo Ordenado e sem pressa, dependente de oportunidades de mercado.
A sinalização do comando da companhia é que o plano permanece ativo e pode avançar conforme surjam condições favoráveis. O executivo evitou estabelecer prazos rígidos, reforçando que a tomada de decisão será calibrada para maximizar benefícios econômicos e preservar a consistência da estratégia.
Para o mercado, a mensagem central é a manutenção do foco em eficiência e redução de alavancagem, com ajustes operacionais contínuos. A companhia pretende, com isso, fortalecer sua posição competitiva e sustentar uma performance mais robusta diante das variações do setor.
Destaque: A Raízen afirma que seguirá com desinvestimentos e desmobilizações para reduzir a capacidade de moagem, buscando o “tamanho ótimo” e a volta ao posto de empresa mais eficiente, enquanto trabalha para cortar o endividamento.
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A São Martinho apresentou forte desempenho no quarto trimestre da safra 2025/26, com lucro líquido de 172,8 milhões de reais, alta de 64,6% ante o mesmo período do ano anterior. A empresa concentrou as vendas de etanol para o fim da safra, tirando proveito da alta de preços na entressafra, o que elevou a lucratividade do período. Do total de etanol produzido na safra, 39,6% foi vendido no 4T a preços 4% superiores, resultando em uma receita de etanol de 1,4 bilhão de reais no trimestre, e a receita líquida do 4T atingiu 2,2 bilhões de reais, alta de 29,1%.

Resumo: A safra de inverno 2026 no Rio Grande do Sul deve enfrentar desafios relacionados ao acesso a crédito, alto endividamento rural e a possibilidade de El Niño forte ou muito forte, o que pode elevar chuvas e temperaturas. Segundo estimativas iniciais da Emater/RS-Ascar, a produção total de trigo, canola, cevada e aveia branca deve alcançar 3,733 milhões de toneladas, com área cultivada de 1,575 milhão de hectares, representando quedas de 22,15% na produção e 10,76% na área frente a 2025.