
Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), toda a carga transportada no território brasileiro utiliza em torno de 61% de rodovias, enquanto ferrovias respondem por cerca de 21% e hidrovias por volta de 14%. As rodovias abrangem quase todo o território nacional, com exceção de áreas amazônicas, e estão concentradas nos polos econômicos das regiões Sudeste e Sul.
Com uma das maiores redes rodoviárias do mundo, o Brasil depende do modal para conectar regiões, integrar transportes e evitar que gargalos operacionais travem a cadeia logística. Mas a capilaridade, por si só, não resolve o problema. “O diferencial está em como usamos inteligência e dados para transformar essa malha em eficiência real”, afirma André Pimenta, CEO da Motz, transportadora digital que impulsiona o transporte de cargas através de soluções que conectam embarcadores, transportadoras e caminhoneiros. “Modelos que incluem tecnologias como roteirização dinâmica e análise preditiva permitem antecipar desvios, reduzir atrasos e aumentar a produtividade da operação”, finaliza.
Com isso em mente, o profissional separou os quatro principais pontos que corroboram a tese que o transporte rodoviário é um dos modelos mais estratégicos para a logística, facilitando a chegada em regiões e locais que outros modais não alcançam. Entre eles:
Capilaridade nacional
De acordo com dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e do IBGE, o Brasil possui mais de 1,7 milhão de quilômetros de rodovias, considerando estradas federais, estaduais e municipais. Com a vasta malha rodoviária no país, o modal permite alcançar mais destinos quando comparado com outros modelos, já que atende praticamente todos os municípios, sejam pavimentados ou não, e é, muitas vezes, a única opção em regiões onde outros modais não chegam.
Flexibilidade operacional
Para André Pimenta, o transporte rodoviário pode se adaptar de acordo com a necessidade da operação. O caminhoneiro pode escolher rotas mais ágeis e adequadas, permitindo a personalização conforme o volume, o tipo de carga, o trajeto e os horários. Segundo o executivo, a integração entre operação logística e tecnologia é fundamental para maximizar a eficiência. “Os diferentes elos da cadeia podem contar com transportadoras parceiras que, além de apoiar na definição da melhor estratégia de transporte, também contribuam para a gestão financeira, ampliem o acesso a demandas e promovam mais eficiência e segurança operacional – especialmente em um país de dimensões continentais”, completa.
Viabilização da primeira milha e modelo adaptável
Por sua adaptabilidade a diferentes volumes de carga, o transporte rodoviário intermedia o deslocamento entre a produção, outros modais e o destino final. Dessa forma, é o elo essencial na integração da cadeia logística. “Um exemplo disso é a soja que sai do interior do Mato Grosso e só chega ao porto de Santos porque um caminhão faz a primeira etapa do transporte. Sem ele, a ferrovia ou a hidrovia não têm como ser acessadas”, acrescenta o CEO. Dados do Embrapa reforçam ainda mais a tese: segundo a companhia, 42% dos grãos chegam aos portos por rodovias.
Rapidez na contratação e execução
Dados da PINTEC (Pesquisa de Inovação) de 2026 relatam que 94,4% das empresas já investem em algum grau de digitalização na logística, através de sistemas de gestão, integração e ferramentas de análise de dados. Com o uso das plataformas digitais, o setor passou a realizar contratações e seleções de cargas de forma mais rápida e simples. Nesse meio, a acessibilidade é ampliada já que o modal rodoviário se destaca pela simplicidade na contratação e agilidade na execução, exigindo menos planejamento e garantindo mais flexibilidade de rotas e operações.
“Fatores como esses evidenciam a importância do transporte rodoviário para a cadeia logística. No entanto, ainda existem desafios como a falta de alinhamento entre os diferentes meios de transporte e a ausência de troca de informações, que podem gerar atrasos, ociosidade e acúmulo de cargas em terminais. Por isso, é de extrema importância que as empresas sigam acompanhando a evolução do setor e oferecendo soluções alinhadas às demandas e aos desafios desse cenário como a integração de pontas, uso e análise de dados, visibilidade da operação e conexão entre os elos da cadeia”, finaliza Pimenta.

Relatório Frete Insights mostra alta de 20% no preço médio do frete, mesmo com redução de 22% no volume nacional de cargas; Estudo identifica os corredores logísticos mais pressionados do país.

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou um pacote de pavimentação no valor de R$ 19,8 milhões para a zona rural de São José das Palmeiras, no Oeste do Paraná. O investimento, inserido no programa Estrada Boa da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), contempla 16 quilômetros de trechos das estradas Barra Funda, São Caetano, União Baixadão, Alvorada, São Rodrigues e São Vicente, entre a PR-317 e o limite com Entre Rios do Oeste.

Resumo: A região do Matopiba (11 milhões de hectares em Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) avança na produção de grãos, hoje em torno de 33 milhões de toneladas, com previsão de chegar a 44 milhões em 2024, e é apresentada como motor para reposicionar o Nordeste no comércio internacional de commodities por meio de Suape. Dois desafios centrais emergem: déficit de armazenagem, com cerca de 40% da produção nacional sem espaço adequado (estimativas apontam que o país precisa investir R$ 148 bilhões para zerar o déficit); neste ano, 135 milhões de toneladas não têm lugar para guardar. Na logística, exportações do Matopiba seguem pelos portos de Itaqui (MA) e Aratu (BA), que enfrentam filas; em contraste, Suape oferece tempos de espera inferiores a 24 horas, reduzindo custos.

Um acidente na tarde desta quinta-feira (23) ocorreu na MGC-354, entre Claro de Minas (distrito de Vazante) e o entroncamento com a MG-188, envolvendo uma carreta carregada de milho, uma Fiat Strada e outra carreta.